sábado, 5 de janeiro de 2013
TRI-UNIDADE de Deus
“Devemos chegar diante desta grande verdade com corações gratos pela revelação em si, e reconhecer com humildade a nossa incapacidade em compreendê-la racionalmente.
Devemos aceitá-la com Fé, visto ser uma verdade real e revelada nas Sagradas Escrituras.”
Falar de Deus é falar de alguém incomparavelmente transcendente. Esta consciência deve levar-nos, antes de mais, à uma atitude de humildade e de extrema reverência. Dito isto, convém prepararmos as nossas mentes com as palavras do apóstolo Paulo, no momento em que termina a exposição da magnífica doutrina da salvação (concretamente a da justificação), ao exclamar “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus!” (Romanos 11: 33).
É unânime o reconhecimento da complexidade e da dificuldade que envolvem a doutrina da santíssima Trindade. Esta é uma doutrina que revela, de um modo bem claro, a nossa limitação racional na tentativa de captar toda a realidade compreensível. Se isto acontece em relação ao mundo dos fenômenos, criado por Deus, muito mais difícil se torna a tarefa de tentarmos compreender a complexidade da própria pessoa do Criador.
Contudo, a nossa tarefa é a de procurarmos entender, dentro do possível, o que o próprio Deus revelou na Sua santa Palavra, tendo em vista o propósito da nossa fé e do nosso estudo: o conhecimento de Deus (João 17: 3). Este conhecimento, por sua vez, deve levar-nos ao sublime propósito da nossa existência: a glória de Deus (Isaías 43:7; 60:21).
Trindade é a palavra usada na tentativa de definir em termos simples a plenitude da Deidade, em termos da Sua unidade assim como da Sua diversidade.
Em termos históricos, a doutrina da Trindade é a verdade de que Deus é essencialmente Um, mas que ‘existe em Três pessoas’. Assim, podemos dizer que Deus é uma unidade.
Esta doutrina é misteriosa e paradoxal, mas que de maneira nenhuma é contraditória.
A Unidade da Deidade é afirmada em termos da essência (o ser), enquanto que a diversidade é expressa em termos de pessoas. O conceito da Trindade encontra-se implícito na Bíblia, desde o princípio até ao fim de toda a revelação escrita.
Apesar de tudo, a Bíblia afirma veementemente a unidade (unicidade) de Deus (Deuteronómio 6:4). Por outro lado, Ela afirma, com toda a clareza, a plena divindade das três pessoas dentro da Deidade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta verdade é contrária ao ensino do Modalismo e do Triteísmo.
O Modalismo nega a distinção das pessoas dentro da Deidade, alegando que Pai, Filho e Espírito Santo são apenas três modos pelos quais Deus se revela.
O Triteísmo declara falsamente que existem três deuses diferentes.
A dificuldade, muitas vezes, encontra-se no termo pessoa que, como se sabe, não significa uma distinção em essência mas uma diferente subsistência dentro da Divindade. A subsistência na Deidade é uma diferença real, mas não essencial, no sentido de uma diferença no ser. Cada pessoa subsiste ou existe ‘sob’ a pura essência divina. A subsistência é uma diferença dentro do escopo do ser. Não se trata de um ser ou de uma essência separada; quer dizer que todas as pessoas da Deidade possuem todos os atributos divinos.
Existe também uma distinção no que diz respeito à obra realizada por cada membro da santíssima Trindade. Num sentido, a obra da salvação é comum a todas as três Pessoas da Trindade. Mesmo assim, quanto às actividades, existem diferenças na realização das operações assumidas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.
O Pai inicia a criação e a redenção; o Filho redime a criação; o Espírito Santo regenera e santifica, aplicando a redenção aos crentes (João 3: 16; Romanos 5: 5).
Várias analogias, tais como a do homem que é pai, filho e marido, não conseguem captar a profundidade da doutrina da Trindade, com todo o seu mistério. Ela explica o mistério da pessoa e do carácter de Deus, estabelecendo, deste modo, o limite do qual não nos é possível transpor. Ela revela a finitude da nossa capacidade de reflexão.
Devemos chegar diante desta grande verdade com corações gratos pela revelação em si, e reconhecer com humildade a nossa incapacidade em compreendê-la racionalmente.
Devemos aceitá-la com Fé, visto ser uma verdade real e revelada nas Sagradas Escrituras.
Uma vez que a Bíblia atribui as prerrogativas divinas tanto ao Pai quanto ao Filho e ao Espírito Santo, passaremos a analisar, à luz da Palavra de Deus, o relacionamento existente entre os membros da Trindade.
A Bíblia reconhece as prerrogativas divinas as três pessoas da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Porém, isto não sanciona de forma alguma uma idéia triteísta de Deus; ou seja, que a Bíblia reconheça três deuses diferentes como formando a Divindade. Esta espécie de politeísmo é totalmente contrária ao pensamento bíblico. A religião bíblica é essencialmente monoteísta. Já na promulgação do decálogo aparecem as palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus... Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxo. 20:2 e 3). Também a religião judaica tinha por fundamento o texto de Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Igualmente o apóstolo São Paulo fala que “há um só Deus” (I Cor. 8:6). Esses e outros textos nos deixam claro o fato de que existe uma unidade essencial entre os membros da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas que formam um só Deus, e não três deuses.
Nesse sentido é que Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30; cf. João 17:21 e 22). É por isso que a respeito de Cristo pode ser dito que desde o principio Ele “estava com Deus, e ... era Deus” (João 1:1), que Ele é “igual a Deus” (Filip. 2:6), pois “nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Col. 2:9), sendo Ele “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6). Mesmo o título “Filho” ao ser aplicado a Cristo não é sinônimo de inferioridade, mas sim de igualdade com o Pai. Ele significa que o Filho participa da mesma natureza do Seu Pai. Foi por essa razão que os judeus acusaram a Jesus de blasfêmia, ao chamar a Deus de “Meu Pai” (João 5:17 e 18).
O Espírito Santo é chamado de o “outro consolador” (João 14:16; etc.) e o “Espírito de Deus” (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; etc.). Como também são atribuídos a ele todas as características divinas. Isto é especialmente enfatizado em I Coríntios 2:10 e 11, onde lemos: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas penetra, até mesmo as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Neste caso, “penetra” não significa que o Espírito penetra com vistas a obter informação. Antes, é um modo de dizer que não há nada que esteja fora ou longe do Seu conhecimento. Em particular, Paulo especifica as profundezas de Deus... Não se pode contestar que esta passagem atribui plena divindade ao Espírito Santo... Portanto não podemos negar a unidade essencial existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais formam um só Deus (Tri-unidade).
A Bíblia, menciona a Trindade, porém devemos ter em mente que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens no contexto da história da salvação”, e que o seu objetivo primordial não é elucidar o “Ser” essencial de Deus. Portanto a chave para a compreensão da revelação de Deus encontra-se no “mistério da encarnação”; isto é, que Cristo, sendo Deus no mais alto sentido da palavra, “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens” (Filip. 2:5-8). Nesse contexto encontraremos o Pai, o Filho e o Espírito Santo assumindo funções diferentes que poderão ser interpretadas como uma aparente “hierarquia” na Trindade, mas que não alteram a essência da natureza divina. Veremos, assim, o Filho dizendo que “o Pai é maior do que Eu” (João 14:28), que “o Filho nada pode fazer de Si mesmo” (João 5:19), e também pôr-Se de joelhos e orar ao Pai (Luc. 22:41 e 42). Mas não devemos nos esquecer que Ele também orou: “Eu Te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (João 17:4 e 5).
A palavra trindade significa a tríplice manifestação de Deus ou a sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo. A palavra triunidade conceitua a existência das três pessoas em um único Deus. Dessa forma, existe em Deus três personalidades diferentes e divinas, mas iguais na natureza. Contudo, não há três deuses: há um só Deus.
A despeito desse modo triúno de Deus existir e de se revelar, o Antigo Testamento ressalta a unidade de Deus. É o monoteísmo prático, a definição de que Deus é um. A palavra unidade é invariavelmente reproduzida no Antigo Testamento. Em meio a tantas nações idólatras, que adoravam a vários deuses, fazia-se necessário persistirem fazer o povo de Israel venerar apenas um Deus. Este fato motivou o Antigo Testamento a realçar a unidade de Deus.
O Novo Testamento ensina que são três pessoas divinas, distintas, eternas e iguais subsistindo numa só essência. E também que Deus é uma Trindade simples, mas tríplice, no seu modo de existir e de se revelar.
Se as Escrituras realmente embasam estas declarações sobre a Trindade, esta doutrina deve fazer parte do ensino ortodoxo cristão e todo cristão fica obrigado a defendê-la, vigorosamente (Jd 3). Por ser uma das doutrinas mais atacadas pelas seitas, por isso mesmo prosseguiremos abordando o tema.
A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
a) Gênesis 1.26,27
Chegando o momento de criar o homem, Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". O verbo "fazer", neste caso, aponta para um ato criativo, e somente Deus pode criar. Assim, ao ser criado, o homem não poderia ter a imagem de um anjo ou de qualquer outra criatura, mas a imagem de Deus, a imagem de seu Criador. No versículo 27, lemos: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". O interessante, porém, é que a Bíblia diz que Jesus Cristo também criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis (Jo 1.1,3; Cl 1.16,17; Hb 1.10), o que inclui necessariamente o homem. Desse modo, concluímos, à luz da Bíblia, que Jesus é o Criador do homem, logo, o homem carrega a imagem de Cristo, pois Jesus é Deus, uma vez que "à imagem de Deus" o homem fora criado. Já em Jó 33:4, Eliú declara: "O Espírito de Deus me fez". Indagamos; afinal de contas, quem fez o homem? A Bíblia diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou". E quem é este Deus? Resposta: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É digno de nota que há outros textos em que Deus fala no plural: Gênesis 3.22;11.7-9; Isaías 6.8.
b) Deuteronômio 6.4
"Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová" (Tradução do Novo Mundo - versão utilizada pelas testemunhas-de-jeová). Este texto é usado para desacreditar a doutrina da Trindade, mas, ao contrário disso, é o trecho que prova que na unidade de Deus existe uma pluralidade, dando abertura à concepção trinitariana.
Como assim? Na língua hebraica, existem duas palavras para expressar unidade: echad e yachid. A primeira designa uma unidade composta ou plural. Exemplo: Gênesis 2.24 diz que o homem e a mulher seriam uma (echad) só carne, ou seja, dois em um. A segunda palavra é usada para expressar unidade absoluta, ou seja, aquela que não permite pluralidade. Exemplo: Juízes 11.34 diz que Jefté tinha uma única (yachid) filha. Qual dessas palavras é empregada em Deuteronômio 6.4? Echad, que indica que na unidade da Divindade há uma pluralidade.
A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
A revelação da Triunidade de Deus no Antigo Testamento não é tão clara quanto no Novo Testamento. Os textos bíblicos que seguem (respeitando-se os devidos contextos) mostram sempre juntos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Levando-se em conta que Deus é único (Is 43.10) e que ele não partilha sua glória com ninguém (Is 42.8; 48.11), é interessante notar como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são postos em pé de igualdade, coisa que nenhuma criatura, por melhor que fosse, poderia atingir, nem muito menos uma "força ativa" (agente passivo).
a) Mateus 28.19
A ordem de Jesus é para batizar em "nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Ora, se Jesus fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa" (como pregam as testemunhas de Jeová), seria estranho que as pessoas fossem batizadas em nome do Criador (que não divide sua glória com ninguém), em nome de um anjo, e em nome de uma "força ativa"; aliás, que necessidade há em batizar alguém em nome de uma "força"? Tudo isto só faz sentido se Jesus e o Espírito Santo forem Deus, assim como o Pai também é Deus.
b) Lucas 3.22
No batismo do Filho, estão presentes o Espírito Santo e o Pai. Como sempre, inseparáveis. Esta é uma das razões pelas quais o batismo cristão deve ser ministrado em nome das três pessoas.
c) João 14.26
Jesus fala do Espírito Santo, que será enviado pelo Pai em seu próprio nome, ou seja, no nome de Cristo.
Jesus, tendo sido enviado pelo Pai, agora prometia enviar o Espírito Santo, na qualidade de Consolador para tomar o Seu lugar; e para consolar, instruir e fortalecer aqueles que Jesus estava deixando.
d) 2 Coríntios 13.13
Outra fórmula trinitária em que aparece o Filho em primeiro lugar com sua graça; depois, o Pai, com seu amor; e, finalmente, o Espírito Santo, com a comunhão ou participação que dele procede.
e) 1 Pedro 1.1,2
Pedro fala aos escolhidos eleitos pela presciência do Pai, santificados pelo Espírito Santo e aspergidos com o sangue de Jesus Cristo.
f) Outros versículos: Romanos 8.14-17; 15.16,30; 1Co 2.10-16; 6.1-20; 12.4-6; 2Co 1.21,22; Ef 1.3-14; 4.4-6; 2Ts 2.13,14; Tt 3.4-6; Jd 20,21; Ap 1.4,5 (Cf. 4.5), além de outros.
É digno de nota que se o Filho fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa", os dois não poderiam assumir o primeiro lugar em algumas passagens bíblicas citadas. Aliás, o que uma "força ativa" estaria fazendo no meio de duas pessoas? As testemunhas de Jeová objetam dizendo que mencionar as três Pessoas juntas não indica que sejam a mesma coisa, pois Abraão, Isaque e Jacó (Mt 22.32), e também Pedro, Tiago e João (Mt 17.1) sempre são citados juntos; contudo, isso não os torna um. O que elas não perceberam foi o seguinte: Abraão, Isaque e Jacó tinham algo em comum: o patriarcado. Já Pedro, Tiago e João tinham em comum o apostolado. E o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm em comum? Resposta: a natureza divina ou, simplesmente, a divindade.
A unidade composta de Deus
As Escrituras ensinam que Deus é Um, que além dele não existe outro Deus. Porém não devemos confundir uma doutrina; a da TRINDADE. Negada por muitos. Mas vou detalhar essa verdade pra você, sem dar muitas voltas. O fato da existência da TRINDADE não significa que existem três deuses, mas três pessoas divinas que constituem DEUS. DEUS é um termo que se refere a três pessoas distintas: PAI, FILHO e o ESPÌRITO SANTO. DEUS em unidade composta. Quando Deus criou o homem e a mulher, Deus disse que ambos deixariam a casa de seu pai e mãe e seriam ambos "uma só carne" (unidade composta). Duas pessoas, uma só carne. Esse é um exemplo muito claro da UNIDADE COMPOSTA que me refiro sobre DEUS. (Genesis 2:24).
Como podem três Pessoas ser um DEUS? É uma pergunta que deixa muita gente perplexa. Ao considerar a natureza DEUS, estamos tratando de uma forma de existência muito diferente e superior a qualquer ser existente tanto no mundo físico como espiritual.
A natureza proporciona muitas analogias sobre a trindade, e exemplos de "UNIDADE COMPOSTA". A água por exemplo. A água é uma, mas esta também é conhecida sob três formas: água, gelo e vapor.
É de conhecimento geral que todo raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actínico, que é invisivel; o segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. O apostolo João disse: "DEUS é luz” (1 João 1:5).
Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade
Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade. Sem confundirmos as Pessoas ou dividir a substância.
Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.
Mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm uma só divindade, Glória igual e co-eterna Majestade.
O que o Pai é, tal é o Filho e tal o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho é incriado e o Espírito Santo é incriado. O Pai é eterno, o Filho é eterno e o Espírito Santo é eterno.
No entanto não são três eternos, mas Um. Nem três incriados,
mas Um incriado . Semelhantemente o Pai é Onipotente, o Filho Onipotente
e o Espírito Santo Onipotente. E contudo não são três Onipotentes, mas um Onipotente.
Assim também o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Do mesmo modo o Pai é Senhor, o Filho é Senhor e o Espírito Santo é Senhor. E apesar disso, não são três Senhores, mas Um só Senhor.
Porque, como a verdade cristã nos obriga a confessar que cada uma das Pessoas por si só é Deus e Senhor, assim a religião católica proíbe-nos dizer que há três Deuses ou três Senhores. O Pai não foi feito por ninguém, nem foi criado, nem gerado. O Filho é do Pai somente; não foi feito, nem foi criado, mas gerado. Por isso, há um Pai não três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.
O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não foi criado, nem gerado, mas, deles procede. Há, pois, um só Pai, e não três Pais; um só Filho, e não três Filhos; um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
E nesta Trindade não há primeiro nem último; nem um é maior ou menor do que o outro; mas as três pessoas são justamente de uma mesma eternidade e igualdade. De sorte que no todo como já se disse,
cumpre adorar a Unidade na Trindade e a Trindade na Unidade. Aquele, pois, que quiser salvar-se,
deve assim pensar e crer na Trindade.
Tri-Unidade revelada nas profecias.
Uma pergunta emerge das páginas do Antigo Testamento: Devemos crer em um Deus que consiste em mais de uma pessoa, ou devemos aceitar o politeísmo? Uma breve investigação em algumas poucas passagens bíblicas pode ilustrar as alternativas que se abrem diante de nós.
No Salmo 45, o rei de Israel é apresentado como se fosse Deus. Lemos especificamente, nos versículos 6 e 7: "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus,
o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros". Visto que a primeira palavra Deus, em itálico, está no imperativo, destaca-se a indagação: Quem é o Deus de Davi?
Novamente, em Salmos 110:1, diz o rei Davi: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés". A questão que deve ser feita quanto a essa passagem é: A quem Davi dirigia-se como o seu Senhor? Quando Davi compôs esse salmo, ele era o monarca de Israel. Não havia outro maior do que Davi em Israel, exceto Deus. Quem, pois, deve ser considerado Senhor de Davi? E para quem Davi estava falando?
O Messias Reconhecido Como Deus
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto" (Isaías 6:6,7).
Esses versículos mostram-nos explicitamente que Aquele sobre cujos ombros estará o governo, e por intermédio de quem chegarão a este mundo a justiça, a paz e a retidão, é, ao mesmo, Deus e homem. Como criança ainda, Ele nasceu na nação de Israel. Isso dá a entender, de maneira enfática, a humanidade do Messias. Ao mesmo tempo, porém, ele também é ali reconhecido como o verdadeiro Deus, por ser o Filho dado por Deus. Além disso, essa criança, esse Filho, é chamado de "Deus Forte". Acrescente-se a isso que lhe são conferidos outros títulos que só cabem legitimamente a Deus. Pois Ele é designado "Maravilhoso", "Conselheiro", "Pai da Eternidade" e "Príncipe da Paz".
Jeremias aliou-se a Isaías, ao insistir que o Messias é Deus em carne humana.
"Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor Justiça Nossa" (Jeremias 23:5,6).
Não dúvidas que essa declaração refere-se ao Messias que procederia da linhagem de Davi. Na qualidade de Rei de Israel, Ele haveria de trazer justiça, retidão e paz a esta terra. Quem realizará tudo isso? De conformidade com essa porção da Palavra de Deus, será o Renovo justo de Davi (o Messias) , "Senhor Justiça Nossa". Visto que Deus deixa absolutamente claro que não existem deuses além dEle mesmo, como poderíamos compreender que Ele chamou Seu servo, o Messias, de Deus? Isso só pode ser compreendido quando percebemos que esse Filho de Deus, esse Renovo, justo, na realidade é Deus.
TRI-UNIDADE
Os unicistas afirmam que todas as religiões que batizam seus fiéis em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, são politeístas, pelo fato de estarem batizando em nome de três deuses. Esses nossos irmãos separados que não cessam de criticar a doutrina da triunidade, não entendem, ou não querem entender, que somos perfeitamente sabedores que não existe uma triunidade constituída de três deuses. O que existe, na realidade, queiram ou não aceitar este mistério, é UM DEUS TRIUNO, Hebreus 9:14; 1 Coríntios 13:13.
Os unicistas querem defender, a todo custo, a tese de que Deus é somente “UNO” e não “TRIUNO”, somente para confundir aqueles que desconhecem o verdadeiro sentido da palavra Deus. Os unicistas dizem não crer na triunidade, porque não existe esta palavra na bíblia. Mas este fato, insignificante em si mesmo, não é motivo suficiente para negar a sua realidade. Por exemplo: muitas coisas que hoje consideramos pecaminosas, não se mencionam e nem são condenadas pela bíblia. Na Bíblia também não esta escrito: não fumarás, não queimarás maconha, não assistirás filmes imorais, não lerás revistas pornográficas, etc. No entanto, não será pela simples razão de não se acharem escritas na bíblia estes ensinamentos que vamos deixar de condenar tais coisas. Por que então não reconhecemos que o conceito da palavra “TRIUNIDADE” é bíblico, embora não apareça claramente com esse nome?
Se na realidade não existisse a triunidade, como pretendem afirmar os unicistas, então a Bíblia seria um livro confuso e até mesmo contraditório em algumas afirmações. Se não existisse a Triunidade, como é então que se dá a esse Deus Uno, nomes diferentes, que o distinguem categoricamente como se fossem vários? Por que a esse Deus Uno, se dá o nome de PAI, e também outros nomes completamente diferentes? Se o Seu nome é PAI, deveria ser sempre chamado de PAI, ou com um sinônimo que o identificasse sempre como PAI. Não seria um absurdo que esse Deus Uno, chamado de PAI, fosse, ao mesmo tempo, também, chamado de FILHO? Isaías 44:6; Apocalipse 1:17-18. Por acaso Pai e filho são a mesma coisa? Sabemos que não, pois Pai é Pai e Filho é Filho. Mas a Bíblia não só chama Deus de três maneiras diferentes como também afirma que os três fizeram tudo o que foi criado, e que:
ESTES TRÊS SÃO UM
1 João 5:7; João 14:26; Judas 1:20-21; Atos dos Apóstolos 7:55-56; Atos dos Apóstolos 8:29; 13:2; João 12:28-30; João 5:23; Mateus 28:18-20; I1 Coríntios 13:13.
Se Deus é Uno e singular e não três em Um, se não existe a Triunidade, então somente um criou os céus e a terra, e não os três conforme afirma a Bíblia. Mas, não só a este Deus Uno, singular, se dá na Bíblia, três nomes diferentes e opostos, como se declara que os três criaram os céus e a terra Gênesis 1:26. Diz ainda que os três possuem, a mesma virtude, exercem os mesmos poderes e são igualmente divinos e eternos, Hebreus 9:14.
Também diz que Deus-Pai não veio morrer na cruz do calvário, mas que enviou Jesus o Filho de Deus-Pai, o qual a Bíblia declara ser Ele também Deus 1 Timóteo 3:13-16. Por outro lado, Jesus declarou que nada do que diz, tem ou faz, é de si mesmo, mas sim de Deus-Pai que lhe enviou João 5:19-23,30. Este Filho também declarou que tudo o que tem o Pai é dEle, e, ao mesmo tempo, ensinou que Ele não é o Pai (João 14:8-10; João 16:15).
Também diz a Bíblia que não é o Pai nem Filho, que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, mas sim o Espírito Santo, João 16:8. O próprio filho se encarrega de confirmar Sua identidade com o Espírito Santo, ao dizer: “Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis", João 16:16 João 14:28. Não seria isso um absurdo, se Deus é somente Uno, singular e não Triuno? Se não existisse triunidade, como poderíamos compreender este mistério de Deus, ser chamado Pai e ao mesmo tempo ser também chamado de Filho ou de Espírito Santo? A Bíblia não só ensina tudo isto, como também declara que a estes três personagens devemos render culto, adorar e dar toda a glória, Atos dos Apóstolos 5:3; João 5:19-23.
Resumindo: Se tudo está escrito na Bíblia e Deus é somente Uno e não triuno, então a Bíblia seria um dos mais difíceis livros de ser compreendido. Mas graças a Deus que a própria Bíblia por si mesma se interpreta, e diz claramente que Deus é um Deus Triuno, quando afirma que são três que dão testemunho no céu, e estes três são “UM” 1 João 5:7. Se a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e declara que estes TRÊS são UM, isto tem que ser assim, por mais incompreensível e contraditório que nos pareça, faltando somente entendermos e explicarmos adequadamente este mistério, Romanos 11:33; 1 Coríntios 2:14-16.
A seguir algumas perguntas:
Quem é Deus-Pai? João 3:16; João 5:23
Quem é Jesus Cristo? João 8:19; João 14:6-9
Quem é o Espírito Santo? João 14:16 26
O que Jesus disse acerca de Deus-Pai? João 6:44-45; João 14:6
De quantas maneiras Deus se revela aos homens? Hebreus 1:1-3; João 14:1621,23
Quem guiará os cristãos em toda a verdade? João 6:13
Através de quem somos lavados e regenerados? Tito3:5
O que aconteceu no Batismo de Jesus? Mateus 3:16-17
Quem enviou Paulo e Barnabé para Selêucia e Chipre? Atos dos Apóstolos 13:2
Qual deve ser a forma correta de batizar? Mateus 28:18-20; Atos dos Apóstolos 8:36-38
Profundas meditações e estudos sobre o assunto, da parte de autoridades cristãs esclarecidas e de estudiosos da Bíblia, deram como resultado a doutrina da Triunidade. Essa doutrina já existia na Bíblia, mas que ali não tinha este nome específico. Antigos estudiosos das Sagradas Escrituras não sabiam como expressá-la, considerando, porém, que existe um só Deus, e se atribui divindade constantemente aos Três: Pai, Filho e Espírito Santo. Consequentemente, e logicamente, criaram a doutrina da “TRIUNIDADE DIVINA” João 14:16 23. De fato a Bíblia ensina que Deus é UM em TRÊS, e que esses TRÊS são UM, Lucas 1:34-35; João 1:14-18.
A DOUTRINA FOI MANIFESTADA NO FILHO E NO ESPÍRITO SANTO
Não podemos, falar da doutrina da Trindade, se estudarmos a letra com precisão, como sendo revelada no Novo Testamento, como não podemos dizer que ela foi revelada no Velho Testamento. A revelação, em si, foi feita, não por palavras, mas por obras. Foi feita na encarnação de Deus o Filho, e no derramamento de Deus o Espírito Santo. Foi na vinda do Filho do Deus, na semelhança da carne do pecado, para se oferecer a Si mesmo com um sacrifício pelo pecado; e na vinda do Espírito Santo, para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo, que a Trindade de Pessoas na Unidade da Divindade foi revelada, de uma vez para sempre, aos homens.
A revelação, por meio da palavra, teve que esperar pela revelação de fato, a qual traz, sem dúvida, a sua necessária explicação, mas da qual também deriva todo o seu significado e valor. Porém, podemos igualmente compreender, do mesmo fato central, por que é que a doutrina da Trindade se encontra no Novo Testamento, mais em forma de alusões do que em ensino formal, por que é que se pressupõe, por toda a parte, aparecendo apenas aqui e acolá, e não inculcada formalmente. É porque a revelação, tendo sido feita nas próprias ocorrências da redenção, se tornara já propriedade comum de todos os corações cristãos.
EM TODO O NOVO TESTAMENTO A DOUTRINA É IMPLÍCITA
A prova fundamental de que Deus é uma Trindade é fornecida, assim, pela revelação fundamental da Trindade, como um fato: isto é, na encarnação de Deus o Filho e na efusão do Santo Espírito. Numa palavra, Jesus Cristo e o Espírito Santo são a prova fundamental da doutrina da Trindade. Isto é o mesmo que dizer
que todas as provas, de qualquer espécie, e qualquer que seja a sua origem, de que Jesus Cristo é Deus manifesto na carne, e que o Espírito Santo é uma Pessoa Divina, são, igualmente provas da doutrina da Trindade; e que, quando procuramos no Novo Testamento provas da Trindade, devemos procurá-las, não
meramente nas alusões à Trindade, como tal, por muito numerosas e instrutivas que sejam, mas, principalmente, em toda a multidão de provas que o Novo Testamento fornece da divindade de Cristo e da personalidade divina do Espírito Santo. Tendo dito isto, dissemos, com efeito, que todo o Novo Testamento é uma prova da Trindade.
Porque o Novo Testamento está saturado com provas da Deidade de Cristo e da personalidade divina do Espírito Santo. O Novo Testamento é precisamente a documentação da religião do Filho encarnado e do Espírito que foi derramado, ou seja, da religião da Trindade, e o que queremos significar pela doutrina da
Trindade, é nem mais nem menos do que a formulação, em linguagem exata, do conceito de Deus, como pressuposto na religião do Filho encarnado e do Espírito derramado.
O PAI E O FILHO, NOS DISCURSOSEM JOÃO
É, porém, nos discursos registrados em João, que Jesus se refere, copiosamente, à Sua unidade, como Filho, com o Pai, e à missão do Espírito Santo, enviado da parte d’EIe mesmo, como o Dispenseiro das atividades divinas. Ele declara aqui, não só, muito diretamente, que Ele e o Pai são um (10:30; vd.
17:11,21,22,25), com uma unidade de interpenetração (“O Pai está em mim, e eu no Pai”, 10:38; vd. 16:10,11), de tal forma que vê-Lo era o mesmo que ver o Pai (14:9; vd. 15:21); mas Ele remove qualquer dúvida quanto à natureza essencial da Sua unidade com o Pai, afirmando, explicitamente, a Sua eternidade (“Antes que Abraão existisse, eu sou”, João 8:58), a Sua co-eternidade com Deus (“tinha Contigo antes que o mundo existisse”, João 17:5; vd. 17:18; 6:62), a Sua eterna participação na própria glória divina (“aquela glória que tinha Contigo” em comunhão, comunidade Contigo “antes que o mundo existisse”, 17:5).
É tão evidente, que, ao falar correntemente de Si mesmo, como Filho de Deus (5:25; 9:35; 11:4; vd 10:36), Ele queria dizer, de acordo com o significado que está por debaixo da idéia de filiação na maneira de falar semítica (baseada na implicação natural de que tudo o que o Pai é, isso o Filho é também; vd 16:15; 17:10), para se fazer a Si mesmo, como os Judeus perceberam, com a apreciação exata do significado do que Ele
afirmava, “igual a Deus” (v. 18), ou, simplesmente, “Deus” (10:33).
Como é que Ele, sendo, assim, igual ou antes idêntico a Deus, estava no mundo, Ele o explica como envolvendo uma saída da Sua parte, não meramente da presença de Deus (João 16:30; 13:3) ou da comunhão com Deus (pará, 16:27; vd. 17:8), mas do próprio Deus (ek, 8:42; 16:28). E, no próprio ato de afirmar, assim, que o Seu lar eterno se encontra nas profundidades do Ser Divino, Ele põe em relevo, com
uma saliência tão grande quanto pode expressar-se por pronomes acentuados, a distinção pessoal entre Ele e o Pai. “Se Deus fosse o vosso Pai” diz Ele (8:42), “certamente me amaríeis: pois que eu saí, e vim de Deus, não vim de mim mesmo, mas Ele me enviou”. Diz, noutro lugar (16:26,27): “Naquele dia pedireis em meu nome: e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai; pois o mesmo Pai vos ama; visto como vós
me amastes, e crestes que foi da comunhão com o Pai que eu saí; saí do Pai, e vim ao mundo”. Menos diretamente, mas, da mesma maneira, de forma clara, Ele afirma, de novo (17:8): “Eles têm verdadeiramente conhecido que foi de comunhão Contigo que eu saí, e creram que foste Tu que me enviaste”.
O ESPÍRITO SANTO, NOS DISCURSOSEMJOÃO
É mais importante afirmar que estes fenômenos de inter-relação não se limitam ao Pai e ao Filho, mas estendem-se, também, ao Espírito Santo. Assim, por exemplo, num contexto em que o nosso Senhor sublinhara, da forma mais forte, a Sua unidade essencial e contínua interpenetração com o Pai (“Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”; “Quem me vê a mim, vê ao Pai”; “Eu estou no
Pai, e o Pai está em mim”; “O Pai, que está em mim, é quem faz as obras”: João 14:7,9,10), lemos, assim (João 14:16-26): “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro [discriminado, assim, nitidamente, do nosso Senhor, como Pessoa distinta] Consolador, para que Ele fique convosco para sempre, o Espírito de
Verdade... Ele habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós... Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai... Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós (ou seja, tanto o Pai como o Filho) viremos para ele, e faremos nele morada... Tenho-vos dito estas coisas, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”..
Seria impossível falar, de forma mais precisa, de três que eram, no entanto, um. O Pai, o Filho e o Espírito Santo se distinguem constantemente uns dos outros — o Filho pede ao Pai, e o Pai, em resposta a este pedido, dá um Consolador, “outro” que não o Filho, que é enviado no nome do Filho. E, apesar
disso, a unidade destes três é tida em atenção, de tal maneira, que se fala da vinda deste “outro Advogado”, sem embaraço, como da vinda do próprio Filho (vs. 18,19,20,21); e, na verdade, como da vinda do Pai e do Filho (v. 23).
Há, portanto, um sentido em que, quando Cristo parte, o Espírito Santo vem em Seu lugar; há também, um sentido em que, quando o Espírito Santo vem, Cristo vem n’Ele; e, com a vinda de Cristo, vem também o Pai. Há uma certa distinção entre as Pessoas apresentadas; e, com ela, uma identidade entre elas; é
necessário ter ambas em conta. Encontramos, em outros lugares, os mesmos fenômenos. Lemos, assim, noutro lugar: (15:26): “Mas quando vier o Consolador, que Eu, da parte do Pai [da comunhão com o Pai], vos hei de enviar, aquele, o Espírito de Verdade, que procede do (comunhão com) Pai, Ele testificará de mim”. No âmbito só deste versículo, é intimado que o Espírito Santo é distinto, pessoalmente, do Filho, e, no entanto, é tal como Ele, tem o Seu lar eterno [em comunhão] com o Pai, de quem, a semelhança do Filho, procede, para realizar a Sua obra salvadora, sendo, no entanto, enviado para isso, neste caso, não pelo Pai, mas pelo Filho.
Esta última característica é salientada com maior ênfase numa outra passagem, em que a obra do Espírito Santo, em relação ao Filho, é apresentada como a par com a obra do Filho em relação ao Pai (16:5 e segs.).
“E agora vou para Aquele que Me enviou... Todavia, digo-vos a verdade, que vos convém que Eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se Eu for, enviar-vo-Lo-ei. E, quando Ele vier,
convencerá o mundo... da justiça, porque vou para meu Pai e não me vereis mais... Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falara de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele Me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o
Pai tem é Meu; por isso vos disse que há de receber do que é Meu e vo-lo há de anunciar”.
Vemos que aqui o Espírito é enviado pelo Filho, e vem para completar e aplicar a obra do Filho, recebendo toda a Sua comissão do Filho — porém, não em detrimento do Pai, porque, ao falarmos das coisas do Filho, é o mesmo que falarmos das coisas do Pai.
Quando as lemos essas passagens da bíblia, estamos mantidos em contacto permanente com Três Pessoas que agem, cada uma delas como uma Pessoa distinta, mas que são, num sentido profundo e essencial, um. Há um só Deus — nunca houve questão acerca disto — e, no entanto, este Filho que foi enviado ao mundo por Deus, não só representa Deus, como é Deus, e este Espírito Santo que, por Sua
vez, o Filho enviou ao mundo, é, também, Ele mesmo, Deus. Nada podia ser mais claro, do que serem o Filho e o Espírito Santo, Pessoas distintas, a menos que, na verdade, o Filho de Deus, seja apenas Deus o Filho e o Espírito Santo de Deus seja apenas Deus o Espírito Santo.
A CONJUNÇÃO DAS TRÊS PESSOAS, NOS ESCRITOS DE PAULO
Em numerosas passagens, espalhadas através das Epístolas de Paulo, das primeiras (I Tes. 1:2-5; II Tes. 2:13,14) as últimas (Tito 3:4-6; II Tim. 1:3,13,14), todas as três Pessoas, Deus o Pai, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, são postas lado a lado da maneira mais incidental, como fontes comuns de todas as
bênçãos salvadoras que os crentes em Cristo recebem. Uma série típica de passagens como estas encontra-se em Efésios 2:18; 3:2-5,14,17; 4:4-6; vv. 18-20.
Porém, os exemplos mais interessantes, talvez sejam aqueles que nos são oferecidos nas Epístolas aos Coríntios. Em I Coríntios 12:4-6, Paulo apresenta os riquíssimos dons espirituais, com que a Igreja era abençoada, com um aspecto triplo, e liga estes aspectos com as três Pessoas Divinas. “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”. Pode-se pensar que há algo do que se pode quase chamar artificialidade, ao atribuir os dons da Igreja como sendo graças, ao Espírito; como serviços, a Cristo; e como operações, a Deus. Mas, desta maneira, ainda mais nitidamente é revelada a concepção Trinitariana básica que domina a estrutura das orações: Paulo escreve assim, evidentemente, não porque “dons”, “ministérios”, “operações” se destaquem no seu pensamento como coisas muito diferentes, mas, sim, porque Deus, o Senhor, e o Espírito, estão presentes, constantemente, na sua mente,
sugerindo uma tripla causalidade, por detrás de todas as manifestações da graça. Faz alusão à Trindade, em vez de afirmar a sua existência; mas faz-lhe alusão de tal maneira que mostra que ela constitui o fator determinante de todo o conceito de Paulo, a respeito do Deus da redenção.
II Coríntios 13:14, é ainda mais elucidativo, tendo passado para o uso litúrgico, geral, nas Igrejas, como bênção: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, seja com vós todos!”. As três bênçãos redentoras, mais elevadas, são reunidas, e ligadas, distributivamente, às três
Pessoas do Deus Triuno. Não há, de novo, qualquer ensino formal da doutrina da Trindade, mas apenas, um outro exemplo do falar naturalmente, baseado numa consciência Trinitariana. Paulo está, simplesmente, a pensar da origem divina destas grandes bênçãos; no entanto, ele pensa, habitualmente, desta origem Divina de bênçãos da redenção, de forma trina. Não diz, pois, como poderia, e muito bem, ter feito: “A graça e o amor e a comunhão de Deus seja com todos vós”, mas, “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, seja com vós todos”. Testifica, assim, quase inconscientemente, mas duma maneira muito rica, dessa trina composição da Divindade, tal como a concebe.
O TRINITARIANISMO DOS OUTROS ESCRITORES DO NOVO TESTAMENTO
Os fenômenos das Epístolas de Paulo repetem-se nos outros escritos do Novo Testamento. Nestes, também, se pressupõe, por toda a parte, que as atividades redentoras de Deus, baseiam-se numa tripla origem: em Deus o Pai, no Senhor Jesus Cristo, e no Espírito Santo; e estas três Pessoas surgem, repetidamente, juntas, nas expressões da esperança cristã ou nas aspirações da devoção cristã (por exemplo, Heb. 2:3,4; 6:4-6; 10:29-31; I Ped. 1:2; 2:3-12; 4:13-19; I João 5:4-8; Judas vv. 20, 21; Apoc. 1:4-6).
Exemplos tão típicos, talvez, como quaisquer outros, são fornecidos pelos dois
seguintes: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para
a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (I Ped. 1:2); “Orando no Espírito
Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de
nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas vv. 20,21).
Podemos acrescentar-lhes, o exemplo, sumamente simbólico, do Apocalipse:
“Graça e paz seja convosco, da parte daquele que é, e que era, e que há-de vir; e da dos
sete espíritos que estão diante do Seu Trono; e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel
testemunha, o primogênito dos mortos, e o príncipe dos reis da terra!” (Apoc. 1:4,5).
O QUE OS TERMOS “FILHO” E “ESPÍRITO SANTO” ENVOLVEM
Quanto ao fato da Trindade (isto é, quanto ao fato de, na unidade da Divindade, subsistirem três Pessoas,
cada uma das quais tendo a sua ação particular na operação da salvação), o testemunho do Novo Testamento é claro e coerente. Neste está incluído o testemunho constante da Deidade, completa e não diminuída, de cada uma das Pessoas.
Pode parecer muito natural ver, na designação “Filho”, urna indicação da subordinação do Ser, e pode ser relativamente fácil atribuir uma semelhante significação incluída na expressão “Espírito Santo”. O que está por detrás do conceito de “filiação” na linguagem bíblica, é, simplesmente, “semelhança”; o que o pai é, é-o também o filho. O uso enfático da expressão “Filho” a uma das Pessoas da Trindade, portanto, afirma, antes, a Sua igualdade com o Pai, e não a Sua subordinação ao Pai. A palavra “unigênito” (João 1:14; 3:16-18; I João
4:9), não acrescenta, necessariamente, outra idéia senão a de singularidade, ser único e não de derivação (Sal. 22:20; 25:16; 35:17 /João 1:18); e até uma frase como “o primogênito de toda a criação” (Col. 1:15) pode não trazer consigo a idéia principiar a existir, mas apenas afirma a prioridade de existência.
Da mesma forma, a designação “Espírito de Deus” ou “Espírito de Jeová”, que encontramos frequentemente no Velho Testamento, não traz consigo, de forma alguma, nem a idéia de derivação nem a de subordinação, mas é, apenas, o nome executivo de Deus. — a designação de Deus, do ponto de vista da Sua
atividade, e, portanto, sugere identidade com Deus; e não há razão para supor que ao passar do Velho para o Novo Testamento, a expressão tivesse adquirido um significado essencialmente diferente.
Em João 5:18, lemos: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-Lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. A questão está, claro, no adjetivo “próprio”. Jesus era bem compreendido em chamar Deus “Seu próprio Pai”, e isto é, em usar as expressões “Pai” e “Filho”, não apenas num sentido meramente figurativo, tal como quando Israel foi chamado filho de Deus, mas no sentido verdadeiro da palavra. E isto era compreendido como a pretensão de ser tudo quanto Deus é. Ser Filho de Deus, em qualquer sentido, era ser semelhante a Deus nesse sentido; ser o próprio Filho Deus, era ser exatamente como Deus, ser “igual a Deus”.
Lemos, da mesma maneira, em I Coríntios 2:10,11: “Porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim, também, ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”.
Tal como o espírito do homem é o centro da vida humana, assim também o Espírito de Deus é o Seu próprio elemento vital. Como se pode, pois, pensar que está subordinado a Deus?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Espírito Santo
"Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar." João 16.13,14
Com exceção das Epístolas 2 e 3 de João, todos os livros do Novo Testamento contêm referências à obra do Espírito. No entanto, é reconhecida como a doutrina mais negligenciada. O formalismo e um medo indevido do fanatismo têm produzido uma reação contra a ênfase na obra do Espírito na experiência pessoal.
Naturalmente, este fato resultou em decadência espiritual, pois não pode haver um Cristianismo vivo sem o Espírito. Somente ele pode fazer real o que a obra de Cristo possibilitou.
A natureza do Espírito Santo
QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
Pode-se estabelecer a veracidade de que, o Espírito Santo é Deus, com base na Escritura segundo uma linha de comprovações:
(1) São-lhe dados nomes divinos, Êxodo 17.7 (compare com Hebreus 3.7-9); Atos 5.3,4; 1 Co 3.16; 2 Tim 3.16; 2 Pe 1.21.
(2) São lhe atribuídas perfeições divinas, como onipresença, Sl 139.7-10; onisciência, Is 40.13,14 (compare com Romanos 11.34); 1 Co 2.10,11; onipotência, 1 Co 12.11; Romanos 15.19, e eternidade, Heb 9.14.
(3) Ele realiza obras divinas, como a criação, Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; renovação providencial; Salmos 104.30; regeneração,
João 3.5,6, Tito 3.5; e a ressurreição dos mortos, Romanos 8.11.
(4) É-lhe prestada honra divina, Mateus 28.19; Romanos 9.1; 2 Co 13.13.
Todas as informações disponíveis na Bíblia apontam para o fato de que o Espírito Santo é uma pessoa divina.
Ele tem as mesmas características pessoais que o Pai e o Filho.
Na qualidade de Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo é Deus e possui, é óbvio, os mesmos atributos de Deus. Com Deus Pai e Deus Filho participou da Criação. É Ele quem distribui os dons espirituais e ministeriais, segundo a Sua soberana vontade. O Espírito Santo habita no crente. (Gênesis 1.2; Salmos 139.7; Atos 5.3-4; Romanos 15.19; l Coríntios 2.10; Jó 33.4).
Quem é o Espírito Santo? A resposta a esta pergunta encontrar-se-á no estudo dos nomes que lhe foram dados, os símbolos que ilustram suas obras.
Espírito de Deus. O Espírito é o executivo da Divindade, operando tanto na esfera física como na moral. Por intermédio do Espírito, Deus criou e preserva o universo. Por meio do Espírito — "o dedo de Deus" (Lucas. 11:20) — Deus opera na esfera espiritual, convertendo os pecadores, santificando e sustentando os crentes.
É o Espírito Santo divino, Deus?
Sim. Prova-se sua divindade pelos seguintes fatos: Atributos divinos lhe são aplicados; ele é eterno, onipresente, onipotente, e onisciente (Heb. 9:14; Sal. 139:7-10; Lucas. 1:35; 1 Cor. 2:10,11). Obras divinas lhe são atribuídas, como sejam: criação, regeneração e ressurreição (Gen. 1:2; Jo 33:4; João 3:5-8; Romanos. 8:11). é classificado junto com o Pai e o Filho (1 Cor. 12:4-6; 2 Cor. 13:13; Mat. 28:19; Apoc. 1:4).
O Espírito Santo é uma pessoa ou é apenas uma influência, ou poder?
Muitas vezes descreve-se o Espírito duma maneira impessoal — como o Sopro que preenche, a Unção que unge, e o Fogo que ilumina e aquece, a Água que é derramada e o Dom do qual todos participam. Contudo, esses nomes são meramente descrições das suas operações. Descreve-se o Espírito duma maneira que não deixa dúvida quanto à sua personalidade.
Se o Espírito Santo é uma pessoa Divina, e portanto é desconhecido ou ignorado como tal, está sendo privado do amor e da adoração que Lhe são devidos. Se, por outro lado, entretanto, Ele é apenas uma influência, uma força ou um poder que emana de Deus, estaríamos praticando idolatria ou falsa adoração.
É necessário decidirmos se o Espírito Santo é um poder ou força que nos compete obter e usar, ou se Ele é uma Pessoa da Divindade, que tem o direito de controlar-nos e usar-nos. O primeiro conceito leva à auto-exaltação e à altivez, mas o segundo conceito nos conduz à auto-humilhação e à auto-renúncia.
O Espírito Santo veio, aos discípulos e a nós, para ser aquilo que Jesus Cristo foi para aqueles durante os dias de Seu contato pessoal com eles (João 14:16,17)
Ele exerce os atributos de personalidade:
mente (Romanos. 8:27); vontade (1 Cor. 12:11); sentimento (Efés 4:30). Atividades pessoais lhe são atribuídas: Ele revela (2 Pedro 1:21); ensina (João 14:26); clama (Gál. 4:6); intercede (Romanos. 8:26); fala (Apo. 2:7); ordena (Atos 16:6,7); testifica (João 15:26). Ele pode ser entristecido (Efés. 4:30); contra ele se pode mentir (Atos 5:3), e blasfemar (Mat. 12:31,32). Sua personalidade é indicada pelo fato de que se manifestou em forma visível de pomba (Mat. 3:16) e pelo fato de que ele se distingue dos seus dons (1 Cor. 12:11). Alguns talvez tenham negado a personalidade do Espírito porque ele não é descrito como tendo corpo ou forma.
Mas é preciso distinguir a personalidade e a forma corpórea (possuir corpo). A personalidade é aquilo que possui inteligência, sentimento e vontade; ela não requer necessariamente um corpo. Além disso, a falta duma forma definida não é argumento contra a realidade. O vento é real apesar de não possuir forma. (João 3:8.) Uma rocha, pedra ou árvore tem forma, contundo não é uma pessoa. Não é difícil formar um conceito de Deus Pai ou do Senhor Jesus Cristo, mas alguns têm confessado certa dificuldade em formar um conceito claro do Espírito Santo. A razão é dupla: Primeiro, nas Escrituras as operações do Espírito são invisíveis, secretas, e internas; segundo, o Espírito Santo nunca fala de si mesmo nem apresenta a si mesmo. Ele sempre vem em nome de outro.
Ele se oculta atrás do Senhor Jesus Cristo e nas profundezas do nosso homem interior. Ele nunca chama a atenção para si próprio, mas sempre para a vontade de Deus e para a obra salvadora de Cristo. "não falará de si mesmo" (João 16:13).
É o Espírito Santo uma personalidade distinta e separada de Deus?
Sim; o Espírito procede de Deus, é enviado de Deus, é dom de Deus aos homens. No entanto, o Espírito não é independente de Deus. Ele sempre representa o único Deus operando nas esferas do pensamento, da vontade, da atividade. O fato de o Espírito poder ser um com Deus e ao mesmo tempo ser distinto de Deus é parte do grande mistério da Trindade.
Espírito de Cristo. (Romanos. 8:9.) não há nenhuma distinção especial entre as expressões Espírito de Deus, Espírito de Cristo, e Espírito Santo. Há somente um Espírito Santo, da mesma maneira como há somente um Deus e um Filho. Mas o Espírito Santo tem muitos nomes que descrevem seus diversos ministérios. Por que o Espírito é chamado o Espírito de Cristo?
1) Porque ele é enviado em nome de Cristo (João 14:26).
2) Porque ele é o Espírito enviado por Cristo. O Espírito é o princípio da vida espiritual pelo qual os homens são nascidos no reino de Deus. Essa nova vida é comunicada e mantida por Cristo (João 1:12,13; 4:10; 7:38), que também batiza com o Espírito Santo (Mat. 3:11). (3) O Espírito Santo é chamado Espírito de Cristo porque sua missão especial nesta época é a de glorificar a Cristo (João 16:14). Sua obra especial acha-se em conexão com aquele que viveu, morreu, ressuscitou e ascendeu ao céu. Ele torna real nos crentes o que Cristo fez por eles.
O Cristo glorificado está presente na igreja e nos crentes pelo Espírito Santo. Ouve-se sempre que o Espírito veio tomar o lugar de Cristo, mas é mais correto dizer que ele veio tornar real a Cristo. O Espírito Santo torna possível e real a onipresença de Cristo no mundo (Mat. 18:20) e sua habitação nos crentes. A conexão entre Cristo e o Espírito é tão íntima, que se diz que tanto Cristo como também o Espírito habitam no crente (Gal. 2:20; Romanos. 8:9,10); e o crente está tanto "em Cristo" como "no Espírito".
O Consolador. Esse é o título dado ao Espírito no Evangelho de João, capítulos 14 a 17.
O Espírito Santo é chamado "outro" Consolador porque seria ele, em forma invisível aos discípulos, justamente o que Jesus lhes havia sido em forma visível. A palavra "outro" faz distinção entre o Espírito Santo e Jesus; no entanto, coloca-os no mesmo nível. Jesus enviou o Espírito; mas, Jesus vem espiritualmente a seus discípulos pelo Espírito.
Cristo, cuja esfera de ação é no céu, defende os discípulos contra as acusações do "acusador dos irmãos". Ao mesmo tempo o Espírito, cuja esfera de ação é na terra, faz calar os adversários da igreja pela vitória da fé que vence o mundo.
Espírito Santo. Ele é chamado santo, porque é o Espírito do Santo, e porque sua obra principal é a santificação. Necessitamos dum Salvador por duas razões: para fazer alguma coisa por nós, e alguma coisa em nós. Jesus fez o primeiro ao morrer por nós; e pelo Espírito Santo ele habita em nós, transmitindo às nossas almas a sua vida divina. O Espírito Santo veio para reorganizar a natureza do homem e para opor-se a todas as suas tendências más.
Espírito da verdade. O propósito da Encarnação foi revelar o Pai; a missão do Consolador é revelar o Filho. Ao contemplar-se um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma; mas para compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito precisará de um intérprete experiente. O Espírito Santo é o Intérprete de Jesus Cristo. Ele não oferece uma nova e diferente revelação, mas abre as mentes dos homens para verem o mais profundo significado da vida e das palavras de Cristo. Como o Filho não falou de si mesmo, mas falou o que recebeu do Pai, assim o Espírito não fala de si mesmo, como se fosse fonte independente de conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida íntima da Divindade.
Origem do Espírito Santo
Registra as sagradas escrituras, que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Isto se testemunha com tanta frequencia no Novo Testamento, que não o pode¬mos pôr em dúvida. Assim Ele é chamado de Espírito do Pai como também de Espírito de Cristo. (Romanos 8:9 / Felip 1:19 / 1 Pedro 1:11/ João 16: 13-15 / Gal 4:6) outras referencias (1 Cor 2:11 / João 20:22 / João 14:18).
O Espírito Santo procede do Pai (João 15:26-27). Cristo por ser filho de Deus, e de natureza igual a do Pai, O Espírito Santo também procedeu de filho.
Deus de nada teve origem. Jesus teve origem em Deus; foi gerado. O Espírito Santo veio a existência pelo Deus Pai e Deus Filho. Não são vários Espíritos Santos, mas um só Espírito. Um único ser procedeu de dois; Pai e Filho. Por isso é chamado nas escrituras sagradas de Espírito de Deus e Espírito de Cristo. Esse é um mistério que a mente humana e limitada não pode alcançar. Tão misterioso e incompreensivo é a origem de Deus Pai , Deus filho e também de Deus Espírito Santo.
O CRENTE E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO
Vamos ler Gálatas 5.22,23.
AMOR – Este é o amor de Deus, o ágape. ( João 3.16) o amor altruísta. Ele pode amar até os inimigos. Este amor é concedido ao crente no ato da conversão e recebimento do Espírito de Deus. (Romanos 5.5) Esse amor é Vertical (Deus) e Horizontal (Próximo). (Mc 12.30,31) “O amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra.”2 (I João 4.7-12)
ALEGRIA – Esta é a alegria que vem do Senhor, independente das circunstâncias. (Jo 16.22) É experimentada na vida do Crente, através da certeza que ele tem de que foi liberto pela Graça de Deus. (Jo 8.32; 8.36).
PAZ – O que é Paz? “Paz é uma atitude de serenidade, calma e força, tranqüilidade e quietude de espírito, produzida pelo Espírito santo, mesmo na adversidade e nas tribulações.”3 Esta paz é prometida ao Crente por Cristo. (Jo 14.27) Ela vem do amor a Palavra de Deus. (Sl 119.165) O crente precisa buscar esta paz. (Sl 34.14)
LONGANIMIDADE – É a qualidade vivida pelo Crente que produz o Fruto do Espírito, onde Deus lhe concede a perseverança necessária diante das pessoas que erram e pecam lutando contra este servo de Deus. A longanimidade leva o crente a esperar que estas vidas sejam transformadas pelo poder de Deus. O Crente deve andar com longanimidade (Ef.4.2) e revestir-se de longanimidade. (Cl 3.12).
BENIGNIDADE – A palavra benignidade está associada a idéia de bondade, brandura; está ligadas também ao amor, compaixão e misericórdia. (Ef. 4.32) Deus é Benigno (Lucas 6.35).
BONDADE – Bondade é a qualidade de bom. Deus é o maior exemplo de bondade. Esta qualidade que ó Espírito concede ao servo de Deus, é exercida através da generosidade em ação em relação ao seu semelhante. (Ef. 4.32).
FIDELIDADE – Fidelidade vem da palavra “fiel”, que quer dizer leal, honrado, verdadeiro, que não falha. Daí também, pensarmos na confiabilidade total, na lealdade absoluta. Aquele que é digno de confiança. Devemos ser fieis a Deus, Sua Palavra e ao nosso próximo. Deus é Fiel. (Sl 119.90), a fidelidade do Crente deve ser até a morte. ( Ap. 2.10).
MANSIDÃO – Na mansidão a força e a brandura estão juntas. Traz a idéia de serenidade, tranqüilidade. A Bíblia diz que “os mansos herdarão a terra”... (Sl 37.11). O Crente deve andar em “toda a humildade e mansidão”. (Ef. 4.1,2). Deve também estar revestido de mansidão. (Cl 3.12)
DOMÍNIO PRÓPRIO – Ao exercer o Crente o domínio próprio, evidencia-se o autocontrole. A autodisciplina, a temperança e a moderação. Nos momentos conflitantes onde normalmente onde se perderia o controle, todo o querer pessoal deste crente fica sob o domínio de Cristo. (Fl 4.5)
Para sabermos se na vida do Crente a Plenitude do Espírito é real, é necessário que se observe se nesta vida há a manifestação do Fruto do Espírito. Em Gálatas 2.20, lemos que já não é mais o Crente que vive, mas Cristo vivendo nele. Quando Cristo reina soberanamente na vida do Crente, sem dúvida ele produzirá o Fruto do Espírito.
O ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO
A atuação do Espírito Santo não se limita ao período do Novo Testamento. Ele está presente e atuante na história da humanidade desde a criação. "No princípio criou Deus os céus e a terra. (...) e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gn 1.1,2). Mas, no Antigo Testamento o Espírito Santo era dado a pessoas especiais para tarefas especiais. Ele era dado, mas também podia ser retirado dessas pessoas. Ele atuava nas pessoas que Deus escolhia para tarefas especiais, capacitando e equipando-as para a obra que deviam realizar.
Ele estava sobre Moisés e Josué, quando eles guiavam o povo de Israel para a terra prometida. Foi ele quem deu habilidade a Bezalel para fazer as obras de artes para o tabernaculo (Êxodo 35.31). Foi ele quem capacitou os setenta anciãos para ajudarem a Moisés (Nm 11.16-25). Foi ele quem revestiu os juízes de poder e autoridade para libertar e julgar o povo de Israel (Juízes 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 14.6,19; 15.14). Quando Saul e Davi foram ungidos reis, o Espírito Santo veio sobre eles para qualificá-los para a importante missão (1Sm 10.6,10; 16.13,14).
O Espírito Santo falou através dos profetas (Ne 9.30). Inspirou os escritores da Bíblia Sagrada (2Tm 3.16; 2 Pe 1.21). Mas foi no dia de Pentecostes que Ele veio para ficar para sempre com o povo de Deus. "É importante notar a linguagem empregada no Antigo e Novo Testamentos. No Antigo se diz que o Espírito Santo vinha sobre indivíduos. No Novo – e a partir do
Pentecostes – o espírito Santo habita nas pessoas. No Antigo Testamento o Espírito Santo vinha sobre seres humanos e fazia uso deles. No Novo, o Espírito Santo habita no crente e estimula-o a realizar de coração a vontade de Deus.
O ESPÍRITO SANTO NO MINISTÉRIO DE JESUS
O Espírito Santo agiu e sempre agirá em função do pacto da redenção. Ele preparou o caminho para a vinda do Salvador, esteve com ele em sua vida, morte e ressurreição. Ele está conosco como selo e "penhor da nossa redenção" (Ef 1.14). O Espírito Santo exerceu um papel de grande importância na vida e no ministério de Jesus. Ele foi gerado no ventre da virgem Maria pelo Espírito Santo. Quando o anjo disse a Maria: "Eis que (tu) conceberás e darás à luz um filho a quem chamarás pelo nome de Jesus" (Lc 1.31). Ela respondeu: "Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo:
Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus" (Lc 1.34,35). Jesus, como Segunda Pessoa da Santíssima Trindade sempre existiu; mas como homem ele passou a existir a partir do momento em que foi gerado pelo Espírito Santo. João Batista veio como precursor de Jesus, para preparar-lhe o caminho. Ele foi preparado para isto, sendo cheio do Espírito Santo desde o ventre materno (Lc 1.15).
Toda a vida terrena de Jesus foi vivida sob a ação do Espírito Santo. Quando ele foi batizado por João Batista, o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba (MATEUS 3.13-17). "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo" (Mateus 4.1). E, com a assistência do Espírito Santo, ele venceu o tentador. Quando expulsava demônios, Jesus o fazia pelo poder do Espírito (Mateus 12.28). Seus milagres eram feitos pela unção do Espírito (Lc 4.18; At 10.38). Jesus se ofereceu como sacrifício por nós, sob a assistência do Espírito Santo (Hb 9.14). E por fim, o Pai, por intermédio do Espírito Santo. "ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos" (Romanos 8.11). Jesus declarou: "O Filho nada pode fazer de si mesmo" (João 5.19). Quando disse isso, ele se referia ao seu relacionamento com o Pai. Mas essas mesmas palavras lançam luz
sobre a dependência que o Filho tinha do Espírito Santo.
O ESPÍRITO SANTO NA VIDA DOS APÓSTOLOS
A atuação do Espírito Santo sobre os apóstolos, antes do dia de Pentecostes, é bem semelhante à atuação do Espírito no Antigo Testamento. Quando Jesus prometeu aos discípulos o Consolador, disse-lhes: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós" (Jo 14.16,17). Embora o Espírito Santo habitasse com os apóstolos, ele ainda não estava para sempre com eles. Como no Antigo Testamento, a presença do Espírito ainda não era uma dádiva permanente. Embora o Espírito Santo já habitasse com os apóstolos, logo após a ressurreição Jesus "soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" (Jo 20.22). Mas essa ainda não era a posse definitiva do Espírito. Jesus havia acabado de comissioná-los para pregar o evangelho e exercer autoridade espiritual. E, a seguir, deu-lhes o Espírito Santo como equipamento para realizarem a tarefa que haviam recebido. O Espírito Santo só habitaria permanentemente nos apóstolos após a glorificação de Jesus (Jo 7.39). Ele precisaria ir para o Pai para que o Espírito viesse. Ele disse aos discípulos: "Convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei" (Jo 16.7).
A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES
No dia de Pentecostes o Espírito Santo veio para ficar para sempre com os servos de Jesus Cristo, conforme ele havia prometido (Jo 14.16). O livro de Atos dos Apóstolos registra que "ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (At 2.1-4).
Como era um dia especial para os judeus, Jerusalém estava cheia de pessoas de diferentes países. Alguns eram judeus nascidos fora da Palestina. Outros eram prosélitos do judaísmo. Uma enorme multidão dirigiu-se para o local onde os apóstolos estavam. E o maravilhoso é que os apóstolos receberam o dom de falar línguas que não conheciam, e assim cada pessoa ouvia a pregação do evangelho em sua própria língua materna. "Estavam, pois, atônitos, e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna ... as grandezas de Deus? (At 2.7,8,12). As "línguas como de fogo" que pousaram sobre cada um deles pode ter sido um
meio que Deus usou para dissipar a desconfiança que, possivelmente, existia no grupo. Judas Iscariotes tinha traído o Mestre; Pedro o negara; e Tomé a princípio descreu da sua ressurreição.
Por isto, podia haver um clima de desconfiança dentro do grupo. Sem um sinal visível de que cada um recebera o Espírito Santo, um poderia questionar se o outro também o tinha recebido. Com aquela manifestação visível ficou patente que todos receberam o Espírito. E as línguas que passaram a falar eram símbolo da universalização do evangelho. Em Babel, Deus havia confundido a linguagem do povo; por causa da rebeldia contra o Criador, cada um passou a falar uma língua que o outro
não entendia; e assim foram dispersos pela terra (Gn 11.1-9). Mas agora estava sendo inaugurada uma nova era de salvação, e todos podiam ouvir as grandezas de Deus em sua própria língua.
O QUE SIGNIFICA BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO? O CRENTE
PODE FAZER ISTO?
Primeiramente, entenda-se como blasfemar: insultar, afrontar, injuriar, difamar. Noutras palavras, é uma ofensa extremamente grave. O versículo que fala do assunto está em Mateus 12.31: ‘PORTANTO, EU VOS DIGO: TODO PECADO E BLASFÊMIA SE PERDOARÁ AOS HOMENS, MAS A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO NÃO SERÁ PERDOADA AOS HOMENS.”
A Bíblia de Estudo Pentecostal explica: “A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. João 16.7-11). Aquele que rejeita a voz do Espírito se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão; o Espírito Santo”. A blasfêmia contra o Espírito se caracteriza por uma posição de rejeição - de forma intencional, proposital e
deliberada do perdão oferecido por Cristo. O simples fato de o crente ficar a meditar se alguma vez cometeu esse
pecado é uma evidência de que não o cometeu. Aquele que blasfema está com o coração endurecido e não se arrepende de seus atos.
O ESPIRITO SANTO PODE SER TIRADO DO CRENTE?
O Espírito Santo jamais se afasta do crente fiel (Romanos 8.9; 1 Coríntios 3.16; 6.19). Todavia, o Espírito se retira quando a fé é abandonada; quando a voz do Espírito não mais é ouvida; quando os corações ficam endurecidos a tal
ponto que não há mais possibilidade de arrependimento (Romanos 8.7-19). O Espírito Santo não se retira por qualquer pecado. Ele está em nós justamente para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, e nos levar ao arrependimento. Mas se continuarmos na rebeldia, sem sincero propósito de deixarmos o pecado, já não seremos membros do Corpo de Cristo: “SE PECARMOS VOLUNTARIAMENTE, DEPOIS DE TERMOS RECEBIDO O CONHECIMENTO DA VERDADE, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIOS PELOS PECADOS, MAS UMA CERTA EXPECTAÇÃO HORRÍVEL DE JUÍZO E ARDOR DE
FOGO, QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS” (Hebreus 10.26-27; Juízes 16.20).O rei Davi, após cometer o terrível pecado de adultério, e tendo sido co-autor de um homicídio, clamou a Deus: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo” (Salmo 51.11). Perder o Espírito Santo significa perder a salvação. Para não perdermos a salvação devemos continuar ligados à Videira Verdadeira. Leiam: João 15.6; Colossenses 1.23; 1 Coríntios 15.2; Hebreus 2.3; 3.14; 10.38; 1 João 1.7.
BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
A SALVAÇÃO DEPENDE DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?
Não. Somos salvos pela graça de Deus, mediante a nossa fé (Efésios 2.8). O crente, quando verdadeiramente se converte ao evangelho de Jesus Cristo e se volta para Deus, ele recebe instantaneamente o Espírito Santo, selo da Salvação em Jesus Cristo. O batismo com O Espírito Santo é um revestimento de poder (atos 1:8), que segue dons espirituais; embora, uma pessoa cheia do Espírito Santo possa ser usada por Deus em dons, tais como: cura, revelação, visão, etc. Porém, não como uma pessoa batizada com Espírito Santo, que possuí dons que não são dados a pessoas não batizadas no Espírito, tais como: falar em línguas, profetizar, interpretação de línguas, etc. (1 Coríntios 12:1-11)
O novo nascimento é o único ato pelo qual alguém pode entrar no reino de Deus (Jo.3:5). Trata-se de um ato
sobrenatural, espiritual, que é levado a efeito pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.
Quem batiza com Espírito Santo?
Jesus Cristo: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mateus
3.11-c). Leia Atos 2.32-33.
O batismo com Espírito Santo depende do esforço e do mérito humano? Não. O Batismo é uma dádiva de Deus. O ser humano evidentemente precisa estar em processo de comunhão com Deus. Deus não vai batizar ninguém com Espírito Santo que esteja vivendo no pecado ou que não queira. Então é necessário que se peça e queira, que se busque o batismo no Espírito Santo, mas não depende do esforço pessoal e muito menos da vontade do pastor. Vemos às vezes pastores dizendo: Vem hoje que você vai receber o Espírito Santo. O Espírito Santo é um dom de Deus, não é por merecimento. Existem evidencias de pessoas que foram batizadas com Espírito Santo, antes mesmo de aceitar a Cristo ou se converter, provando mais uma vez que o batismo com Espírito Santo é um dom e não é por merecimento. Porém, esses casos de batismo em pessoas que não eram ainda convertidas, foram obras especificas realizadas por Deus para um determinado propósito e em todos os casos, essas pessoas se converteram instantaneamente a Jesus Cristo, largando o pecado e obedecendo a Palavra de Deus. Porém não é regra geral esses acontecimentos, são casos raros.
Falar em línguas é evidência de ser batizado com Espírito Santo?
A Bíblia nos dá exemplos de que o falar em línguas estranhas é uma evidência física e audível da plenitude do Espírito em nós, o que é confirmado pela experiência de milhões de batizados.
Há três passagens no livro de Atos que falar em línguas era acompanhado pelo recebimento do Espírito Santo (Atos 2:4; 10:44-46; 19:6). A história da Igreja desde seu inicio e a experiência dos crentes, provam que o sinal do batismo com Espírito é o falar em línguas estranhas.
HÁ DIFERENÇA ENTRE BATISMO EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO
SANTO, E O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO?
Há. O batismo no Espírito Santo é diferente de Novo Nascimento, Regeneração, batismo nas águas ou em nome de Jesus. O exemplo mais claro dessa distinção está em Atos 8. Vejamos:
• "Ouvindo os apóstolos que estavam em Jerusalém que Samaria recebera a
palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João;
• "Quando chegaram, oraram por eles para que recebessem o Espírito
Santo";
• "Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram
batizados em nome do Senhor Jesus".
• "Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo".
DONS DO ESPÍRITO SANTO
OS DONS SÃO PARA HOJE OU NÃO?
PARA OS GRUPOS CARISMÁTICOS E PENTECOSTAIS, A ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS É UM FATO INCONTESTÁVEL. MAS NÃO OCORRE A MESMA COISA NAS IGREJAS CHAMADAS DE HISTÓRICAS OU TRADICIONAIS. NESTAS, A NÃO-ACEITAÇÃO DA ATUALIDADE DOS DONS SEMPRE FOI MOTIVO DE DISCUSSÕES E DIVISÕES.
Para alguns teólogos, os dons eram apenas para os dias apostólicos, para a igreja primitiva. Quem pensa dessa maneira toma por base o texto de 1Co 13: 8-10. A expressão “quando vier o que é perfeito”, no v. 10, significaria que, ao cessar a era apostólica, ou quando estivesse completo o cânon do Novo Testamento, também cessariam os dons. Contudo, a crença de que os dons eram apenas para o primeiro século da era cristã não é unanimidade nem mesmo dentro das igrejas históricas. Os argumentos favoráveis à existência dos dons para os nossos dias são muito mais convincentes. Há em 1Co 13: 8-10 uma clara referência à volta de Cristo. Só após a segunda vinda de Cristo é que não mais precisaremos usar os dons.
Jesus prometeu capacitar os crentes para a pregação da Palavra, Lc 10: 19. A história da Igreja confirma o uso dos dons.
A diversidade de dons
Os dons têm sua origem na ação do Espírito Santo, 1Co 12: 1-11. Ele é quem os distribui soberanamente aos crentes, com objetivos específicos, 1Co 12: 7, 11. Geralmente, ao estudarmos os dons espirituais nos prendemos àqueles mencionados em 1Co 12.
Mas há diferentes listas de dons no Novo Testamento: Romanos 12: 6-8: profetizar, ministrar, exortar, contribuir, presidir e exercer misericórdia. O contexto desses versículos enfatiza que todos somos membros do Corpo de Cristo e dependemos uns dos outros. Cada crente contribui para o crescimento do Corpo, usando o dom específico que tem recebido. Efésios 4: 11-16: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores-mestres. Através desses ministérios os crentes são equipados para o serviço. À proporção que cada um presta sua contribuição, todo o corpo vai sendo edificado, v. 12, e cada membro em particular vai crescendo e adquirindo maturidade espiritual, vv. 13-16.
1Coríntios 12: 4-10: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas. Essa passagem, juntamente com os vv. 28 a 31, se complementa ao narrar os dons do Espírito Santo. No v. 7 o apóstolo ensina duas grandes lições. A primeira é de que o Espírito concede dons a cada crente: “a manifestação do Espírito é concedida a cada um...”. Outra lição é a do fim proveitoso dos dons. Não há distribuição de dom sem finalidade específica.555551Coríntios 12: 28: apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governar, variedades de línguas. 1Pedroro 4: 10-11: falar, servir. O objetivo dessa passagem é acentuar que, se o crente recebe um dom espiritual, deve empregá-lo a serviço dos outros membros, conforme o poder de Deus e para a glória do Senhor.
JESUS CRISTO
JESUS CRISTO
QUEM É JESUS?
No espiritismo, Ele era um reformador da Judéia, com a missão de ensinar aos homens uma elevada moral, foi a segunda revelação de Deus (a primeira teria sido Moisés, e a terceira, o espiritismo); foi um médium de primeira grandeza, um espírito iluminado. Para as Testemunhas de Jeová, Ele é um ser criado por Jeová, poderoso, mas não Todo-Poderoso. No budismo, Jesus foi um grande Mestre. No mormonismo, Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo, e viveu em poligamia: Marta e Maria, irmãs de Lázaro, teriam sido suas esposas.
No islamismo, Jesus teria sido um mensageiro de Deus, porém menor que Maomé. Na Nova Era, Jesus não é Deus porque todos somos deuses; a Era de Peixes, de Jesus, está se expirando, e um novo Avatar surgirá para conduzir a humanidade à Era de Aquários, que colocará o mundo em ordem e estabelecerá a paz.
Negar a divindade de Jesus é uma das características das seitas. Para nós, cristãos, Jesus Cristo é Deus. A prova disso não é apenas a nossa fé. Contamos com a Bíblia Sagrada, livro escrito por cerca de 40 escritores, divinamente inspirados.
Contamos também com o testemunho de apóstolos que caminharam com Jesus, ouviram suas palavras e viram seus milagres, a exemplo de Pedro que declarou enfático: “TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO” (Mateus 16.16). Temos as palavras do próprio Jesus que afirmou: “EU E O PAI SOMOS UM” (João 10.30). Temos o testemunho do profeta Isaías que, 700 anos de o Verbo habitar entre nós, chamou-O de “Deus Forte” e “Pai da Eternidade” (Isaías 9.6).
Contamos, também, com o testemunho de milhões de vidas transformadas pelo poder que há no Seu nome.
Tratar-se-ia de apenas um espírito evoluído, um homem com poderes mediúnicos como desejam os kardecistas? Se Jesus é apenas um espírito iluminado, por que não “baixa” nas sessões espíritas? Se Jesus foi igual a Buda e Maomé, onde estão seus ossos? Em lugar nenhum iremos encontrá-los porque Jesus ressuscitou, e vive e reina para sempre. Aleluia! Vejamos o que dizem as Escrituras sobre a divindade de Jesus.
Jesus Cristo, O Criador
“Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez... estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu (João 1.3, 10)). “Pois nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1.16). “...a nós falou-nos [Deus] nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo (Hebreus 1.2).
JESUS CRISTO o filho de DEUS e DEUS POR NATUREZA
Da mesma forma como "filho do homem" significa um nascido do homem, assim também Filho de Deus significa um nascido de Deus. Por isso dizemos que esse título proclama a Deidade de Cristo. Jesus nunca é chamado um Filho de Deus, como os homens santos são chamados filhos de Deus (Jo 2:1). Ele é o Filho de Deus no sentido único. Jesus é descrito mantendo uma relação para com Deus não participada por nenhuma outra pessoa no universo.
“A virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco” (Mateus 1.23). “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.1,14). Atenção: “O Verbo era Deus”, e não “o Verbo era um deus”, como desejam as testemunhas de Jeová. “Eu e o Pai somos um” (João 10.30); “Quem me vê, vê o Pai” (João 14.9). “O Pai está em mim, e eu nele” (João 10.38).
“Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu” (João 20.28); “Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. (Romanos 9.5). “Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). “Porque um filho nos nasceu...o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6). “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20). Outras referências: João 1.15,18,30; Colossenses 1.15; 2 Coríntios; 4.4; 5.19.
Jesus Cristo é filho de Deus por geração, não foi criado como os anjos e homens. Sua origem foi de forma única. Ele procede de dentro do próprio Deus Pai. Por isso o título de único filho de DEUS:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
“Deus nunca foi visto por alguém; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer.” (João 1:18)
“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4:9)
“E, outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” (Hebreus 1:6)
Jesus Cristo nunca é chamado de "UM filho" de Deus, como os homens e anjos são (Jó 2.1). Ele exigia uma rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar, insistia em uma absoluta rendição da parte dos seus seguidores. Eles deviam estar prontos a cortar os laços mais íntimos e mais queridos, porque qualquer que amasse mais o pai ou a mãe do que a ele, não era digno dele (Mat. 10:37; Luc. 14:25-33).
Nos ensinos de Jesus nota-se a total ausência de expressões como estas: "pode ser", "penso que", "podemos supor", etc.
Colocando-se acima de toda autoridade, um humilde mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... (Mat.7.24)
Ele reivindicava uma comunhão e um conhecimento divinos. (Mat. 11:27; João 17:25.) Alegava revelar a essência do Pai em si mesmo. (João 14:9-11.) Ele assumiu prerrogativas divinas: Onipresença (Mat. 18:20); poder de perdoar pecados (Mat. 2:5-10); poder de ressuscitar os mortos. (João 6:39, 40, 54; 11:25; 10:17, 18.) Proclamou-se Juiz e árbitro do destino do homem. (João 5:22; Mat. 25:31-46.) Ele exigia uma rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar; insistia em uma absoluta rendição da parte dos seus seguidores. Eles deviam estar prontos a cortar os laços mais íntimos e mais queridos, porque qualquer que amasse mais o pai ou a mãe do que a ele, não era digno dele. (Mat. 10:37; Luc. 14:25-33.)
Nos ensinos de Cristo nota-se a completa ausência de expressões como estas: "é minha opinião"; "pode ser"; "penso que..."; "bem podemos supor", etc. Um erudito judeu racionalista admitiu que ele falava com a autoridade do Deus Poderoso. O Dr. Henry Van Dyke assinala que no Sermão da Montanha, por exemplo, temos: a preponderante visão de um hebreu crente colocando-se a si mesmo acima da autoridade de sua própria fé; um humilde Mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um Reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... (Mat. 7:24)" Quarenta e nove vezes, nesse breve registro do discurso de Jesus, repete-se a solene frase com a qual ele autentica a verdade: "Em verdade vos digo."
Filho do homem (humanidade)
Quem? De acordo com o hebraico a expressão "filho de" denota relação e participação. Por exemplo: "Os filhos do reino" (Mat. 8:12) são aqueles que hão de participar de suas verdades e bênçãos. "Os filhos da ressurreição" (Luc. 20:36) são aqueles que participam da vida ressuscitada. Um "filho de paz" (Luc. 10:6) é um que possui caráter pacifico. Um "filho da perdição" (João 17:12) é um destinado a sofrer a ruína e a condenação. Portanto, "filho do homem" significa, principalmente, um que participa da natureza humana e das qualidades humanas. Dessa maneira, "filho do homem" vem a ser uma designação enfática para o homem em seus atributos característicos de debilidade e impotência. (Num. 23:19; Jo 16:21; 25:6.) Neste sentido o título é aplicado oitenta vezes a Ezequiel, como uma recordação de sua debilidade e mortalidade, e como um incentivo à humanidade no cumprimento da sua vocação profética. Aplicado a Cristo, "Filho do homem" designa-o como participante da natureza e das qualidades humanas, e como sujeito às fraquezas humanas. No entanto, ao mesmo tempo, esse título implica sua deidade, porque, se uma pessoa enfaticamente declarasse: "Sou filho de homem", a ele dir-se-ia: "Todos sabem disso." Porém, a expressão nos lábios de Jesus significa uma Pessoa celestial que se havia identificado definitivamente com a humanidade como seu representante e Salvador. Notemos também que é: o — e não um — Filho do homem.
O título está relacionado com a sua vida terrena (Mar. 2:10; 2:28; Mat. 8:20; Luc. 19:10), com seus sofrimentos a favor da humanidade (Mar. 8:31), e com sua exaltação e domínio sobre a humanidade (Mat. 25:31; 26:24. Vide Dan. 7:14). Ao referir-se a si mesmo como "Filho do homem", Jesus desejava expressar a seguinte mensagem: "Eu, o Filho de Deus, sou Homem, em debilidade, em sofrimento, mesmo até à morte. Todavia, ainda estou em contato com o Céu de onde vim, e mantenho uma relação com Deus que posso perdoar pecados (Mat. 9:6), e sou superior aos regulamentos religiosos que somente tem significado temporal e nacional. (Mat. 12:8.) Esta natureza humana não cessará quando eu tiver passado por estes últimos períodos de sofrimento e morte que devo suportar para a salvação do homem e para consumar a minha obra. Porque subirei e a levarei comigo ao céu, de onde voltarei para reinar sobre aqueles cuja natureza "tornei sobre mim". A humanidade do Filho de Deus era real e não fictícia Ele nos é descrito como realmente padecendo fome, sede, cansaço, dor, e como estando sujeito em geral às debilidades da natureza, porém sem pecado.
Por que o Filho de Deus se fez Filho do homem, ou quais foram os propósitos da encarnação?
1) Como já observamos, o Filho de Deus veio ao mundo para ser o Revelador de Deus. Ele afirmou que as suas obras e suas palavras eram guiadas por Deus (João 5:19, 20; 10:38); sua própria obra evangelizadora foi uma revelação do coração do Pai celestial, e aqueles que criticaram sua obra entre os pecadores demonstraram assim sua falta de harmonia com o espírito do céu. (Luc. 15:1-7.)
2) Ele tomou sobre si nossa natureza humana para glorificá-la e desta maneira adaptá-la a um destino celestial. Por conseguinte, formou um modelo, por assim dizer, pelo qual a natureza humana poderia ser feita à semelhança divina. Ele, o Filho de Deus, se fez Filho do homem, para que os filhos dos homens pudessem ser feitos filhos de Deus (João 1:2), e um dia serem semelhantes a ele (1 João 3:2); até os corpos dos homens serão "conforme o seu corpo glorioso" (Fil. 3:21). "O primeiro homem (Adão), da terra, é terreno: o segundo homem, o Senhor é do céu" (1Cor. 15:47); e assim, "como trouxemos a imagem do terreno (vide Gên. 5:3), assim traremos também a imagem do celestial" (verso 49), porque "o último Adão foi feito em espírito vivificante" (verso 45).
3) Porém, o obstáculo a impedir a perfeição da humanidade era o pecado — o qual, ao princípio, privou Adão da glória da justiça original. Para resgatar-nos da culpa do pecado e de seu poder, o Filho de Deus morreu como sacrifício expiatório.
JESUS CRISTO É ETERNO COMO DEUS
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim” (Apocalipse 22.13).
“Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão nascesse, eu sou” (João 8.58).
“Eu e o Pai somos um” (João 10.30,38).
“Há tanto tempo estou convosco e não me conheces Filipe? Quem me vê, vê o Pai... crede-me quando digo que estou no Pai e o Pai está em mim” (João 14.9-11,20; 17.21).
“Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai” (João 16.28) Outras ref.: João 1.18; 6.57; 8.19
“E, ao anjo da igreja que está em Laodicéia, escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:” (Apocalipse 3:14)
JESUS CRISTO O SALVADOR
“Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador”(Tito 3.4-6).
“E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12). Vejam a ênfase: “Em nenhum outro nome”. Não sobra para Buda, para Allan Kardec, para Maomé, para Confúcio, para Lao-Tsé, para Osíris, Vishnu, Brama, Shiva, Zoroastro, Maytreia. O nome de Jesus está acima de todos e de tudo. Outras referências: João 3.16; Lucas 4.18; Isaías 61.1.
Jesus não foi um simples fundador de uma religião. Os afamados fundadores de seitas que surgiram na história da humanidade estão todos mortos e devidamente enterrados; seus corpos foram comidos pelos vermes, e seus ossos, se ainda restam, estão em algum lugar.
Se Jesus era Deus, como é que Ele podia orar? Jesus estava orando a Si mesmo?
Resposta: Para entender Jesus como Deus na terra orando ao Seu Pai que era Deus no céu, precisamos entender que o Pai eterno e o Filho eterno tinham um relacionamento eterno antes de Jesus tornar-se humano. Por favor leia João 5:19-27, especialmente 5:23, onde Jesus ensina que o Pai enviou o Filho (leia também João 15:10). Jesus não se tornou o Filho de Deus quando nasceu em Belém muitos anos atrás. Ele sempre tem sido o Filho de Deus desde a eternidade passada, ainda é, e sempre será. Oração nada mais é que, falar com Deus. E se Jesus era submisso a vontade de Deus Pai, por uma questão de hierarquia familiar de Pai e Filho, sendo ele Deus Filho, isso não diminui sua Divindade em nada. A submissão de Jesus, o Deus filho a Deus pai, não é como uma submissão de Senhor e Servo, mas uma submissão de Pai pra Filho.
Isaías 9:6 nos diz que “um menino nos nasceu, um filho se nos deu”. Jesus (juntamente com o Espírito Santo) sempre fez parte do relacionamento trino. A trindade sempre existiu: Deus Pai, Deus Filho e o Espírito de Deus. Não três Deuses, mas um Deus que existe em três pessoas distintas. Jesus ensinou que Ele e o Seu Pai são um (João 10:30). Jesus quis dizer que Ele e Seu Pai, e o Espírito Santo também, eram da mesma substância, da mesma essência, o mesmo Deus ou divindade. Três pessoas semelhantes e distintas que existem como Deus. Esses três tinham e continuam a ter um relacionamento eterno.
O que aconteceu quando Jesus, o eterno Filho de Deus, passou a ser um homem perfeito, Ele também passou a ser um servo, deixando de lado Sua glória celestial (leia Filipenses 2:5-11). Como o Deus-homem, Ele teve que aprender obediência (Hebreus 5:8) ao Pai ao ser tentado por Satanás, falsamente acusado pelos homens, rejeitado por Seu povo e eventualmente crucificado. Sua oração ao Pai Celestial era para pedir por poder (João 11:41-42) e sabedoria (Marcos 1:35; 6:46). Sua oração mostrou Sua dependência no Pai em Sua humanidade para poder cumprir o plano de redenção de Deus Pai (note a oração de Cristo como o grande sacerdote em João 17); e então completamente se submeter à vontade do Pai no Jardim para enfrentar a cruz e pagar pela penalidade (a morte) por termos quebrado a lei de Deus (Mateus 26:31-46). Como se sabe, Ele ressuscitou dos mortos corporalmente, ganhando por nós perdão e vida eterna que podemos ter agora mesmo se nós O aceitarmos como nosso Salvador pessoal.
Há problema nenhum com o Deus Filho orando ou falando com o Deus Pai. Como mencionado anteriormente, eles tinham um relacionamento eterno antes de Cristo se tornar humano. Em Sua humanidade, esse relacionamento foi descrito nos Evangelhos para que possamos ver como o Filho de Deus em Sua humanidade realizou a vontade de Seu Pai para que redenção fosse alcançada para todos (João 6:38). A contínua submissão de Cristo ao Seu Pai Celestial foi fortificada e focalizada através de sua vida de oração. O exemplo de Cristo na área de oração nos foi deixado para que sigamos Seu modelo.
Jesus Cristo não foi menos Deus na terra quando orava a Deus Pai no Céu. Ele estava descrevendo como até em humanidade perfeita é necessário ter uma vida de oração vigorosa para cumprir a vontade de Seu Pai. Quando Jesus orou ao Pai, Ele estava fazendo uma demonstração do relacionamento dentro da Trindade, com o Pai, como um exemplo para nós, que precisamos depender de Deus, através de oração, para obter a força e sabedoria das quais precisamos. Se Cristo, como Deus-homem, precisava ter uma vigorosa vida de oração, quanto mais o seguidor de Cristo hoje!
Havia perdão de pecados antes da morte de Jesus?
O Novo Testamento afirma que Jesus Cristo é o único caminho à salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Antes de Jesus, houve pecado e condenação. Todos pecaram (Romanos 3:23) e mereceram a morte espiritual (Romanos 6:23). Paulo diz que a lei do Antigo Testamento mostrou o problema (Romanos 3:20; Gálatas 3:22), e que a fé em Jesus Cristo é a solução (Gálatas 3:23-27; Romanos 3:24-26). Nesta última citação, ele comenta sobre a necessidade do sangue de Jesus para fazer propriciação pelos nossos pecados.
Como, então, pode se falar de perdão antes da morte de Jesus? Quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).
Se já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? O livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que:
Os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados: “Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4).
Os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (9:15).
Para ilustrar o significado destes trechos, podemos usar a prática comum de pagar dívidas com cheques pré-datados. Os sacrifícios do Antigo Testamento foram como cheques pré-datados assinados com a confiança que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.
Desde a queda do homem, a base da salvação sempre foi a morte de Cristo. Ninguém, mesmo antes da cruz ou desde a cruz, poderia ser salvo sem este acontecimento indispensável na história do mundo. A morte de Cristo pagou a pena por pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Velho Testamento e também de pecados futuros, dos “santos” do Novo Testamento.
A condição para a salvação sempre foi a fé. O alvo da fé de alguém para a salvação sempre foi Deus. Escreveu o salmista: “.bem-aventurados todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2:12). Gênesis 15:6 nos diz que Abraão creu em Deus e que isto foi suficiente para Deus imputar-lhe isto por justiça (veja também Romanos 4:3-8). O sistema sacrificial do Velho Testamento não tirava o pecado, como claramente ensina Hebreus 9:1-10; 10:4, mas apontava para o dia em que o Filho de Deus verteria Seu sangue pela pecaminosa raça humana.
Hoje, temos mais revelações do que tinham as pessoas que viveram antes da ressurreição de Cristo, pois nós sabemos por completo. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2). Nossa salvação ainda é baseada na morte de Cristo, nossa fé ainda é condição para salvação, e o alvo de nossa fé ainda é Deus. Hoje, para nós, o conteúdo de nossa fé é que Cristo morreu por nossos pecados, que Ele foi sepultado, e que Ele se levantou no terceiro dia (I Coríntios 15:3-4).
Jesus realmente existiu? Há alguma evidência histórica de Jesus Cristo?
Um primeiro ponto a ser observado, é reconhecer que no ano 70 d.C. os Romanos invadiram e destruíram Jerusalém e a maior parte de Israel, chacinando seus habitantes. Cidades inteiras foram literalmente incendiadas e desapareceram! Não deveríamos nos surpreender, então, que muitas das provas da existência de Jesus tenham sido destruídas. Muitas das testemunhas oculares de Jesus teriam sido mortas. Estes fatos provavelmente limitaram a quantidade de relatos vindos de testemunhas oculares de Jesus.
Considerando o fato de que o ministério de Jesus foi altamente confinado a um lugar culturalmente atrasado e isolado, uma pequena vila do grande Império Romano, uma grande e surpreendente quantidade de informações sobre Jesus ainda pode ser extraída de fontes históricas seculares. Algumas das mais importantes provas históricas de Jesus Cristo incluem:
Tácito, romano do primeiro século, que é considerado um dos mais precisos historiadores do mundo antigo, mencionou “cristãos” supersticiosos (“nomeados a partir de Christus”, palavra latina para Cristo), que sofreram nas mãos de Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Seutônio, secretário chefe do Imperador Adriano, escreveu que houve um homem chamado Chrestus (ou Cristo) que viveu durante o primeiro século (“Anais” XV,44).
Flávio Josefo é o mais famoso historiador judeu. Em seu Antiguidades Judaicas, se refere a Tiago: “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo.” Há um verso polêmico (XVIII,3) que diz: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas" (Josefo, "Antiguidades Judaicas" XVIII,3,2).
Plínio, o Jovem, em Epístolas 10:96, registrou práticas primitivas de adoração, incluindo o fato de que os cristãos adoravam Jesus como Deus e eram muito éticos, e inclui uma referência ao banquete do amor e a Santa Ceia.
O Talmude da Babilônia (Sanhedrin 43 a) confirma a crucificação de Jesus na véspera da Páscoa, e as acusações contra Cristo de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.
Luciano de Samosata foi um escritor grego do segundo século que admite que Jesus foi adorado pelos cristãos, introduziu novos ensinamentos e foi por eles crucificado. Ele disse que os ensinamentos de Jesus incluíam a fraternidade entre os crentes, a importância da conversão e de negar outros deuses. Os Cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais, e se caracterizavam por desdenhar da morte, por devoção voluntária e renúncia a bens materiais.
Suetônio (70-128) (falando da vida do imperador Cláudio)
“O Imperador expulsou de Roma os judeus que viraram causa permanente de desordem pela pregação de Cristo” (Vida de Cláudio, cap 25, p. 4)
De fato, podemos quase reconstruir o evangelho somente a partir de primitivas fontes não-cristãs: Jesus foi chamado Cristo (Josefo), praticou “magia”, conduziu Israel a novos ensinamentos, por eles foi pendurado na Páscoa (O Talmude da Babilônia) na Judéia (Tácito), mas afirmou ser Deus e que retornaria (Eliezar), no que seus seguidores creram – O adorando como Deus (Plínio, o Jovem).
Concluindo, há provas devastadoras da existência de Jesus Cristo, tanto na história secular quanto bíblica. Talvez a maior prova que Jesus realmente existiu seja o fato de que literalmente milhares de cristãos no primeiro século d.C., incluindo os 12 apóstolos, se desprenderam a ponto de dar suas vidas como mártires por Jesus Cristo. As pessoas morrerão pelo que crêem ser verdade, mas ninguém morrerá pelo que sabe ser uma mentira.
O Aspecto Físico de Jesus
Como era Jesus fisicamente? Não há relatos bíblicos suficientes para se ter uma idéia de Sua aparência. Há somente uma profecia de como ele seria quando estivesse sofrendo na cruz (Isaías 52.14 e 53.2-3). Porém, políticos e historiadores do primeiro século descreveram não só a Sua aparência bem como o Seu comportamento, confirmando o que está escrito no Novo Testamento.
Entre várias personalidades da Roma antiga estão Públio Lêntulo, Pôncio Pilatos e Cornélio Tácito que deixaram registros sobre a presença de Cristo na Galiléia.
A Epístola de Publius Lentullus ao Senado
Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César. Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado Yeshua (Jesus), no princípio das pregações:
"Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade, mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro. No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos - reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar. A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens".
A carta de Pontius Pilate para Tiberius Caesar
A carta de Pontius Pilate (Pôncio Pilatos) para Tiberius Caesar (Tibério César)
Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.
Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.
Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.
Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.
Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos
Flavio Josefo, historiador judeu
Esta é uma citação de Flavio Josefo, em suas escritas históricas do primeiro século intituladas, "Antiguidades dos Judeus" Livro 18, Capítulo 2, seção 3:
"Agora havia sobre este tempo Jesus, um homem sábio, se for legal chamá-lo um homem; porque ele era um feitor de trabalhos maravilhosos, professor de tais homens que recebem a verdade com prazer. Ele atraiu para si ambos, muitos judeus e muitos Gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, à sugestão dos principais homens entre nós, o tinha condenado à cruz, esses que o amaram primeiramente não o abandonaram; pois ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os profetas divinos tinham predito estas e dez mil outras coisas maravilhosas relativas a ele. E a tribo de cristãos, assim denominada por ele, não está extinta neste dia".
Cornélio Tácito, historiador romano
Cornélio Tácito foi um historiador romano que viveu entre aproximadamente 56 e 120 DC. Acredita-se que tenha nascido na França ou Gália numa família aristocrática provinciana. Ele se tornou senador, um cônsul, e eventualmente o governador da Ásia. Tácito escreveu pelo menos quatro tratados históricos. Por volta de 115 DC, publicou Anais nos quais declara explicitamente que Nero perseguiu os cristãos para chamar atenção para longe de si do incêndio de Roma em 64 DC. Naquele contexto, ele menciona Cristo que foi pôsto a morte por Pôncio Pilatos:
Christus: Anais 15.44.2-8
"Nero fixou a culpa e infligiu as torturas mais primorosas em uma classe odiada para as suas abominações, chamados pela plebe de cristãos. Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu a máxima penalidade durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição mais danosa, assim conferidas para o momento, novamente falida não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma..."
QUEM É JESUS?
No espiritismo, Ele era um reformador da Judéia, com a missão de ensinar aos homens uma elevada moral, foi a segunda revelação de Deus (a primeira teria sido Moisés, e a terceira, o espiritismo); foi um médium de primeira grandeza, um espírito iluminado. Para as Testemunhas de Jeová, Ele é um ser criado por Jeová, poderoso, mas não Todo-Poderoso. No budismo, Jesus foi um grande Mestre. No mormonismo, Jesus não foi gerado pelo Espírito Santo, e viveu em poligamia: Marta e Maria, irmãs de Lázaro, teriam sido suas esposas.
No islamismo, Jesus teria sido um mensageiro de Deus, porém menor que Maomé. Na Nova Era, Jesus não é Deus porque todos somos deuses; a Era de Peixes, de Jesus, está se expirando, e um novo Avatar surgirá para conduzir a humanidade à Era de Aquários, que colocará o mundo em ordem e estabelecerá a paz.
Negar a divindade de Jesus é uma das características das seitas. Para nós, cristãos, Jesus Cristo é Deus. A prova disso não é apenas a nossa fé. Contamos com a Bíblia Sagrada, livro escrito por cerca de 40 escritores, divinamente inspirados.
Contamos também com o testemunho de apóstolos que caminharam com Jesus, ouviram suas palavras e viram seus milagres, a exemplo de Pedro que declarou enfático: “TU ÉS O CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO” (Mateus 16.16). Temos as palavras do próprio Jesus que afirmou: “EU E O PAI SOMOS UM” (João 10.30). Temos o testemunho do profeta Isaías que, 700 anos de o Verbo habitar entre nós, chamou-O de “Deus Forte” e “Pai da Eternidade” (Isaías 9.6).
Contamos, também, com o testemunho de milhões de vidas transformadas pelo poder que há no Seu nome.
Tratar-se-ia de apenas um espírito evoluído, um homem com poderes mediúnicos como desejam os kardecistas? Se Jesus é apenas um espírito iluminado, por que não “baixa” nas sessões espíritas? Se Jesus foi igual a Buda e Maomé, onde estão seus ossos? Em lugar nenhum iremos encontrá-los porque Jesus ressuscitou, e vive e reina para sempre. Aleluia! Vejamos o que dizem as Escrituras sobre a divindade de Jesus.
Jesus Cristo, O Criador
“Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez... estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu (João 1.3, 10)). “Pois nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades, tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1.16). “...a nós falou-nos [Deus] nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez o mundo (Hebreus 1.2).
JESUS CRISTO o filho de DEUS e DEUS POR NATUREZA
Da mesma forma como "filho do homem" significa um nascido do homem, assim também Filho de Deus significa um nascido de Deus. Por isso dizemos que esse título proclama a Deidade de Cristo. Jesus nunca é chamado um Filho de Deus, como os homens santos são chamados filhos de Deus (Jo 2:1). Ele é o Filho de Deus no sentido único. Jesus é descrito mantendo uma relação para com Deus não participada por nenhuma outra pessoa no universo.
“A virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco” (Mateus 1.23). “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.1,14). Atenção: “O Verbo era Deus”, e não “o Verbo era um deus”, como desejam as testemunhas de Jeová. “Eu e o Pai somos um” (João 10.30); “Quem me vê, vê o Pai” (João 14.9). “O Pai está em mim, e eu nele” (João 10.38).
“Disse-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu” (João 20.28); “Deles são os patriarcas, e deles descende Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”. (Romanos 9.5). “Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 2.9). “Porque um filho nos nasceu...o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6). “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20). Outras referências: João 1.15,18,30; Colossenses 1.15; 2 Coríntios; 4.4; 5.19.
Jesus Cristo é filho de Deus por geração, não foi criado como os anjos e homens. Sua origem foi de forma única. Ele procede de dentro do próprio Deus Pai. Por isso o título de único filho de DEUS:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)
“Deus nunca foi visto por alguém; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer.” (João 1:18)
“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4:9)
“E, outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.” (Hebreus 1:6)
Jesus Cristo nunca é chamado de "UM filho" de Deus, como os homens e anjos são (Jó 2.1). Ele exigia uma rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar, insistia em uma absoluta rendição da parte dos seus seguidores. Eles deviam estar prontos a cortar os laços mais íntimos e mais queridos, porque qualquer que amasse mais o pai ou a mãe do que a ele, não era digno dele (Mat. 10:37; Luc. 14:25-33).
Nos ensinos de Jesus nota-se a total ausência de expressões como estas: "pode ser", "penso que", "podemos supor", etc.
Colocando-se acima de toda autoridade, um humilde mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... (Mat.7.24)
Ele reivindicava uma comunhão e um conhecimento divinos. (Mat. 11:27; João 17:25.) Alegava revelar a essência do Pai em si mesmo. (João 14:9-11.) Ele assumiu prerrogativas divinas: Onipresença (Mat. 18:20); poder de perdoar pecados (Mat. 2:5-10); poder de ressuscitar os mortos. (João 6:39, 40, 54; 11:25; 10:17, 18.) Proclamou-se Juiz e árbitro do destino do homem. (João 5:22; Mat. 25:31-46.) Ele exigia uma rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar; insistia em uma absoluta rendição da parte dos seus seguidores. Eles deviam estar prontos a cortar os laços mais íntimos e mais queridos, porque qualquer que amasse mais o pai ou a mãe do que a ele, não era digno dele. (Mat. 10:37; Luc. 14:25-33.)
Nos ensinos de Cristo nota-se a completa ausência de expressões como estas: "é minha opinião"; "pode ser"; "penso que..."; "bem podemos supor", etc. Um erudito judeu racionalista admitiu que ele falava com a autoridade do Deus Poderoso. O Dr. Henry Van Dyke assinala que no Sermão da Montanha, por exemplo, temos: a preponderante visão de um hebreu crente colocando-se a si mesmo acima da autoridade de sua própria fé; um humilde Mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um Reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... (Mat. 7:24)" Quarenta e nove vezes, nesse breve registro do discurso de Jesus, repete-se a solene frase com a qual ele autentica a verdade: "Em verdade vos digo."
Filho do homem (humanidade)
Quem? De acordo com o hebraico a expressão "filho de" denota relação e participação. Por exemplo: "Os filhos do reino" (Mat. 8:12) são aqueles que hão de participar de suas verdades e bênçãos. "Os filhos da ressurreição" (Luc. 20:36) são aqueles que participam da vida ressuscitada. Um "filho de paz" (Luc. 10:6) é um que possui caráter pacifico. Um "filho da perdição" (João 17:12) é um destinado a sofrer a ruína e a condenação. Portanto, "filho do homem" significa, principalmente, um que participa da natureza humana e das qualidades humanas. Dessa maneira, "filho do homem" vem a ser uma designação enfática para o homem em seus atributos característicos de debilidade e impotência. (Num. 23:19; Jo 16:21; 25:6.) Neste sentido o título é aplicado oitenta vezes a Ezequiel, como uma recordação de sua debilidade e mortalidade, e como um incentivo à humanidade no cumprimento da sua vocação profética. Aplicado a Cristo, "Filho do homem" designa-o como participante da natureza e das qualidades humanas, e como sujeito às fraquezas humanas. No entanto, ao mesmo tempo, esse título implica sua deidade, porque, se uma pessoa enfaticamente declarasse: "Sou filho de homem", a ele dir-se-ia: "Todos sabem disso." Porém, a expressão nos lábios de Jesus significa uma Pessoa celestial que se havia identificado definitivamente com a humanidade como seu representante e Salvador. Notemos também que é: o — e não um — Filho do homem.
O título está relacionado com a sua vida terrena (Mar. 2:10; 2:28; Mat. 8:20; Luc. 19:10), com seus sofrimentos a favor da humanidade (Mar. 8:31), e com sua exaltação e domínio sobre a humanidade (Mat. 25:31; 26:24. Vide Dan. 7:14). Ao referir-se a si mesmo como "Filho do homem", Jesus desejava expressar a seguinte mensagem: "Eu, o Filho de Deus, sou Homem, em debilidade, em sofrimento, mesmo até à morte. Todavia, ainda estou em contato com o Céu de onde vim, e mantenho uma relação com Deus que posso perdoar pecados (Mat. 9:6), e sou superior aos regulamentos religiosos que somente tem significado temporal e nacional. (Mat. 12:8.) Esta natureza humana não cessará quando eu tiver passado por estes últimos períodos de sofrimento e morte que devo suportar para a salvação do homem e para consumar a minha obra. Porque subirei e a levarei comigo ao céu, de onde voltarei para reinar sobre aqueles cuja natureza "tornei sobre mim". A humanidade do Filho de Deus era real e não fictícia Ele nos é descrito como realmente padecendo fome, sede, cansaço, dor, e como estando sujeito em geral às debilidades da natureza, porém sem pecado.
Por que o Filho de Deus se fez Filho do homem, ou quais foram os propósitos da encarnação?
1) Como já observamos, o Filho de Deus veio ao mundo para ser o Revelador de Deus. Ele afirmou que as suas obras e suas palavras eram guiadas por Deus (João 5:19, 20; 10:38); sua própria obra evangelizadora foi uma revelação do coração do Pai celestial, e aqueles que criticaram sua obra entre os pecadores demonstraram assim sua falta de harmonia com o espírito do céu. (Luc. 15:1-7.)
2) Ele tomou sobre si nossa natureza humana para glorificá-la e desta maneira adaptá-la a um destino celestial. Por conseguinte, formou um modelo, por assim dizer, pelo qual a natureza humana poderia ser feita à semelhança divina. Ele, o Filho de Deus, se fez Filho do homem, para que os filhos dos homens pudessem ser feitos filhos de Deus (João 1:2), e um dia serem semelhantes a ele (1 João 3:2); até os corpos dos homens serão "conforme o seu corpo glorioso" (Fil. 3:21). "O primeiro homem (Adão), da terra, é terreno: o segundo homem, o Senhor é do céu" (1Cor. 15:47); e assim, "como trouxemos a imagem do terreno (vide Gên. 5:3), assim traremos também a imagem do celestial" (verso 49), porque "o último Adão foi feito em espírito vivificante" (verso 45).
3) Porém, o obstáculo a impedir a perfeição da humanidade era o pecado — o qual, ao princípio, privou Adão da glória da justiça original. Para resgatar-nos da culpa do pecado e de seu poder, o Filho de Deus morreu como sacrifício expiatório.
JESUS CRISTO É ETERNO COMO DEUS
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim” (Apocalipse 22.13).
“Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão nascesse, eu sou” (João 8.58).
“Eu e o Pai somos um” (João 10.30,38).
“Há tanto tempo estou convosco e não me conheces Filipe? Quem me vê, vê o Pai... crede-me quando digo que estou no Pai e o Pai está em mim” (João 14.9-11,20; 17.21).
“Vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai” (João 16.28) Outras ref.: João 1.18; 6.57; 8.19
“E, ao anjo da igreja que está em Laodicéia, escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:” (Apocalipse 3:14)
JESUS CRISTO O SALVADOR
“Mas quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador”(Tito 3.4-6).
“E em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12). Vejam a ênfase: “Em nenhum outro nome”. Não sobra para Buda, para Allan Kardec, para Maomé, para Confúcio, para Lao-Tsé, para Osíris, Vishnu, Brama, Shiva, Zoroastro, Maytreia. O nome de Jesus está acima de todos e de tudo. Outras referências: João 3.16; Lucas 4.18; Isaías 61.1.
Jesus não foi um simples fundador de uma religião. Os afamados fundadores de seitas que surgiram na história da humanidade estão todos mortos e devidamente enterrados; seus corpos foram comidos pelos vermes, e seus ossos, se ainda restam, estão em algum lugar.
Se Jesus era Deus, como é que Ele podia orar? Jesus estava orando a Si mesmo?
Resposta: Para entender Jesus como Deus na terra orando ao Seu Pai que era Deus no céu, precisamos entender que o Pai eterno e o Filho eterno tinham um relacionamento eterno antes de Jesus tornar-se humano. Por favor leia João 5:19-27, especialmente 5:23, onde Jesus ensina que o Pai enviou o Filho (leia também João 15:10). Jesus não se tornou o Filho de Deus quando nasceu em Belém muitos anos atrás. Ele sempre tem sido o Filho de Deus desde a eternidade passada, ainda é, e sempre será. Oração nada mais é que, falar com Deus. E se Jesus era submisso a vontade de Deus Pai, por uma questão de hierarquia familiar de Pai e Filho, sendo ele Deus Filho, isso não diminui sua Divindade em nada. A submissão de Jesus, o Deus filho a Deus pai, não é como uma submissão de Senhor e Servo, mas uma submissão de Pai pra Filho.
Isaías 9:6 nos diz que “um menino nos nasceu, um filho se nos deu”. Jesus (juntamente com o Espírito Santo) sempre fez parte do relacionamento trino. A trindade sempre existiu: Deus Pai, Deus Filho e o Espírito de Deus. Não três Deuses, mas um Deus que existe em três pessoas distintas. Jesus ensinou que Ele e o Seu Pai são um (João 10:30). Jesus quis dizer que Ele e Seu Pai, e o Espírito Santo também, eram da mesma substância, da mesma essência, o mesmo Deus ou divindade. Três pessoas semelhantes e distintas que existem como Deus. Esses três tinham e continuam a ter um relacionamento eterno.
O que aconteceu quando Jesus, o eterno Filho de Deus, passou a ser um homem perfeito, Ele também passou a ser um servo, deixando de lado Sua glória celestial (leia Filipenses 2:5-11). Como o Deus-homem, Ele teve que aprender obediência (Hebreus 5:8) ao Pai ao ser tentado por Satanás, falsamente acusado pelos homens, rejeitado por Seu povo e eventualmente crucificado. Sua oração ao Pai Celestial era para pedir por poder (João 11:41-42) e sabedoria (Marcos 1:35; 6:46). Sua oração mostrou Sua dependência no Pai em Sua humanidade para poder cumprir o plano de redenção de Deus Pai (note a oração de Cristo como o grande sacerdote em João 17); e então completamente se submeter à vontade do Pai no Jardim para enfrentar a cruz e pagar pela penalidade (a morte) por termos quebrado a lei de Deus (Mateus 26:31-46). Como se sabe, Ele ressuscitou dos mortos corporalmente, ganhando por nós perdão e vida eterna que podemos ter agora mesmo se nós O aceitarmos como nosso Salvador pessoal.
Há problema nenhum com o Deus Filho orando ou falando com o Deus Pai. Como mencionado anteriormente, eles tinham um relacionamento eterno antes de Cristo se tornar humano. Em Sua humanidade, esse relacionamento foi descrito nos Evangelhos para que possamos ver como o Filho de Deus em Sua humanidade realizou a vontade de Seu Pai para que redenção fosse alcançada para todos (João 6:38). A contínua submissão de Cristo ao Seu Pai Celestial foi fortificada e focalizada através de sua vida de oração. O exemplo de Cristo na área de oração nos foi deixado para que sigamos Seu modelo.
Jesus Cristo não foi menos Deus na terra quando orava a Deus Pai no Céu. Ele estava descrevendo como até em humanidade perfeita é necessário ter uma vida de oração vigorosa para cumprir a vontade de Seu Pai. Quando Jesus orou ao Pai, Ele estava fazendo uma demonstração do relacionamento dentro da Trindade, com o Pai, como um exemplo para nós, que precisamos depender de Deus, através de oração, para obter a força e sabedoria das quais precisamos. Se Cristo, como Deus-homem, precisava ter uma vigorosa vida de oração, quanto mais o seguidor de Cristo hoje!
Havia perdão de pecados antes da morte de Jesus?
O Novo Testamento afirma que Jesus Cristo é o único caminho à salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro acrescentou: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).
Antes de Jesus, houve pecado e condenação. Todos pecaram (Romanos 3:23) e mereceram a morte espiritual (Romanos 6:23). Paulo diz que a lei do Antigo Testamento mostrou o problema (Romanos 3:20; Gálatas 3:22), e que a fé em Jesus Cristo é a solução (Gálatas 3:23-27; Romanos 3:24-26). Nesta última citação, ele comenta sobre a necessidade do sangue de Jesus para fazer propriciação pelos nossos pecados.
Como, então, pode se falar de perdão antes da morte de Jesus? Quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).
Se já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? O livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que:
Os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados: “Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4).
Os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (9:15).
Para ilustrar o significado destes trechos, podemos usar a prática comum de pagar dívidas com cheques pré-datados. Os sacrifícios do Antigo Testamento foram como cheques pré-datados assinados com a confiança que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.
Desde a queda do homem, a base da salvação sempre foi a morte de Cristo. Ninguém, mesmo antes da cruz ou desde a cruz, poderia ser salvo sem este acontecimento indispensável na história do mundo. A morte de Cristo pagou a pena por pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Velho Testamento e também de pecados futuros, dos “santos” do Novo Testamento.
A condição para a salvação sempre foi a fé. O alvo da fé de alguém para a salvação sempre foi Deus. Escreveu o salmista: “.bem-aventurados todos aqueles que nele confiam” (Salmos 2:12). Gênesis 15:6 nos diz que Abraão creu em Deus e que isto foi suficiente para Deus imputar-lhe isto por justiça (veja também Romanos 4:3-8). O sistema sacrificial do Velho Testamento não tirava o pecado, como claramente ensina Hebreus 9:1-10; 10:4, mas apontava para o dia em que o Filho de Deus verteria Seu sangue pela pecaminosa raça humana.
Hoje, temos mais revelações do que tinham as pessoas que viveram antes da ressurreição de Cristo, pois nós sabemos por completo. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2). Nossa salvação ainda é baseada na morte de Cristo, nossa fé ainda é condição para salvação, e o alvo de nossa fé ainda é Deus. Hoje, para nós, o conteúdo de nossa fé é que Cristo morreu por nossos pecados, que Ele foi sepultado, e que Ele se levantou no terceiro dia (I Coríntios 15:3-4).
Jesus realmente existiu? Há alguma evidência histórica de Jesus Cristo?
Um primeiro ponto a ser observado, é reconhecer que no ano 70 d.C. os Romanos invadiram e destruíram Jerusalém e a maior parte de Israel, chacinando seus habitantes. Cidades inteiras foram literalmente incendiadas e desapareceram! Não deveríamos nos surpreender, então, que muitas das provas da existência de Jesus tenham sido destruídas. Muitas das testemunhas oculares de Jesus teriam sido mortas. Estes fatos provavelmente limitaram a quantidade de relatos vindos de testemunhas oculares de Jesus.
Considerando o fato de que o ministério de Jesus foi altamente confinado a um lugar culturalmente atrasado e isolado, uma pequena vila do grande Império Romano, uma grande e surpreendente quantidade de informações sobre Jesus ainda pode ser extraída de fontes históricas seculares. Algumas das mais importantes provas históricas de Jesus Cristo incluem:
Tácito, romano do primeiro século, que é considerado um dos mais precisos historiadores do mundo antigo, mencionou “cristãos” supersticiosos (“nomeados a partir de Christus”, palavra latina para Cristo), que sofreram nas mãos de Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério. Seutônio, secretário chefe do Imperador Adriano, escreveu que houve um homem chamado Chrestus (ou Cristo) que viveu durante o primeiro século (“Anais” XV,44).
Flávio Josefo é o mais famoso historiador judeu. Em seu Antiguidades Judaicas, se refere a Tiago: “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo.” Há um verso polêmico (XVIII,3) que diz: “Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas" (Josefo, "Antiguidades Judaicas" XVIII,3,2).
Plínio, o Jovem, em Epístolas 10:96, registrou práticas primitivas de adoração, incluindo o fato de que os cristãos adoravam Jesus como Deus e eram muito éticos, e inclui uma referência ao banquete do amor e a Santa Ceia.
O Talmude da Babilônia (Sanhedrin 43 a) confirma a crucificação de Jesus na véspera da Páscoa, e as acusações contra Cristo de usar magia e encorajar a apostasia dos judeus.
Luciano de Samosata foi um escritor grego do segundo século que admite que Jesus foi adorado pelos cristãos, introduziu novos ensinamentos e foi por eles crucificado. Ele disse que os ensinamentos de Jesus incluíam a fraternidade entre os crentes, a importância da conversão e de negar outros deuses. Os Cristãos viviam de acordo com as leis de Jesus, criam que eram imortais, e se caracterizavam por desdenhar da morte, por devoção voluntária e renúncia a bens materiais.
Suetônio (70-128) (falando da vida do imperador Cláudio)
“O Imperador expulsou de Roma os judeus que viraram causa permanente de desordem pela pregação de Cristo” (Vida de Cláudio, cap 25, p. 4)
De fato, podemos quase reconstruir o evangelho somente a partir de primitivas fontes não-cristãs: Jesus foi chamado Cristo (Josefo), praticou “magia”, conduziu Israel a novos ensinamentos, por eles foi pendurado na Páscoa (O Talmude da Babilônia) na Judéia (Tácito), mas afirmou ser Deus e que retornaria (Eliezar), no que seus seguidores creram – O adorando como Deus (Plínio, o Jovem).
Concluindo, há provas devastadoras da existência de Jesus Cristo, tanto na história secular quanto bíblica. Talvez a maior prova que Jesus realmente existiu seja o fato de que literalmente milhares de cristãos no primeiro século d.C., incluindo os 12 apóstolos, se desprenderam a ponto de dar suas vidas como mártires por Jesus Cristo. As pessoas morrerão pelo que crêem ser verdade, mas ninguém morrerá pelo que sabe ser uma mentira.
O Aspecto Físico de Jesus
Como era Jesus fisicamente? Não há relatos bíblicos suficientes para se ter uma idéia de Sua aparência. Há somente uma profecia de como ele seria quando estivesse sofrendo na cruz (Isaías 52.14 e 53.2-3). Porém, políticos e historiadores do primeiro século descreveram não só a Sua aparência bem como o Seu comportamento, confirmando o que está escrito no Novo Testamento.
Entre várias personalidades da Roma antiga estão Públio Lêntulo, Pôncio Pilatos e Cornélio Tácito que deixaram registros sobre a presença de Cristo na Galiléia.
A Epístola de Publius Lentullus ao Senado
Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César. Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado Yeshua (Jesus), no princípio das pregações:
"Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade, mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro. No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos - reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar. A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens".
A carta de Pontius Pilate para Tiberius Caesar
A carta de Pontius Pilate (Pôncio Pilatos) para Tiberius Caesar (Tibério César)
Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.
Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.
Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.
Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.
Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos
Flavio Josefo, historiador judeu
Esta é uma citação de Flavio Josefo, em suas escritas históricas do primeiro século intituladas, "Antiguidades dos Judeus" Livro 18, Capítulo 2, seção 3:
"Agora havia sobre este tempo Jesus, um homem sábio, se for legal chamá-lo um homem; porque ele era um feitor de trabalhos maravilhosos, professor de tais homens que recebem a verdade com prazer. Ele atraiu para si ambos, muitos judeus e muitos Gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, à sugestão dos principais homens entre nós, o tinha condenado à cruz, esses que o amaram primeiramente não o abandonaram; pois ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os profetas divinos tinham predito estas e dez mil outras coisas maravilhosas relativas a ele. E a tribo de cristãos, assim denominada por ele, não está extinta neste dia".
Cornélio Tácito, historiador romano
Cornélio Tácito foi um historiador romano que viveu entre aproximadamente 56 e 120 DC. Acredita-se que tenha nascido na França ou Gália numa família aristocrática provinciana. Ele se tornou senador, um cônsul, e eventualmente o governador da Ásia. Tácito escreveu pelo menos quatro tratados históricos. Por volta de 115 DC, publicou Anais nos quais declara explicitamente que Nero perseguiu os cristãos para chamar atenção para longe de si do incêndio de Roma em 64 DC. Naquele contexto, ele menciona Cristo que foi pôsto a morte por Pôncio Pilatos:
Christus: Anais 15.44.2-8
"Nero fixou a culpa e infligiu as torturas mais primorosas em uma classe odiada para as suas abominações, chamados pela plebe de cristãos. Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu a máxima penalidade durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição mais danosa, assim conferidas para o momento, novamente falida não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma..."
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