terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O que a Bíblia diz sobre a pena de morte?

O que a Bíblia diz sobre a pena de morte?


A Bíblia permite a pena de morte para crimes muito graves, como assassinato. Nos tempos bíblicos, a pena capital não era um assunto discutido, era um fato da vida. Todos os povos tinham. Mas a Bíblia era diferente porque limitava o seu uso aos piores crimes.

Onde a Bíblia fala da pena de morte?

Gênesis 9:6 parece instituir a pena de morte para quem mata outra pessoa, porque a vida humana é preciosa, criada à imagem de Deus. A pena de morte devia servir para ensinar a não brincar com a vida dos outros.
Quando deu a Lei a Moisés para o governo da nação de Israel, Deus instituiu a pena capital para alguns crimes, como homicídio planejado, agredir ou amaldiçoar os pais, sequestro, feitiçaria e idolatria (Êxodo 21:12-17; Êxodo 22:18-20). O que atentasse contra a vida e integridade de outra pessoa ou servisse a outros deuses merecia pena de morte. Isto devia servir como exemplo para os outros, para manter a pureza do povo.

No Novo Testamento, quem decidia sobre aplicar a pena de morte era o governo romano. A Lei de Deus não era levada em conta. O governador Pilatos admitiu que Jesus não tinha feito nada que merecia morte mas mandou executá-lo (Lucas 23:22-25). Isso provavelmente indica que os romanos tinham orientações sobre a aplicação da pena de morte mas não eram regras definitivas. Se uma pessoa fosse um cidadão romano, podia apelar em última instância a César, que decidiria se devia morrer ou não (Atos dos Apóstolos 25:10-12).

Então, deve ou não deve haver pena de morte?

A Bíblia não dá uma resposta definitiva. Ela deixa isso para cada governo decidir (Romanos 13:4-5).
Os 10 Mandamentos não excluem a pena capital – o sexto mandamento é “não matarás”, que em hebraico tem o significado de “não assassinarás”; isso não anula a pena de morte.

O que a Bíblia diz sobre xingar?

O que a Bíblia diz sobre xingar?



A Bíblia diz que xingar não é bom. Devemos tomar cuidado com o que falamos, porque palavras insensatas podem ter muitos efeitos negativos.
Tiago 3:1-12 fala sobre o poder que a língua tem para causar problemas. Precisamos ter cuidado porque as nossas palavras podem nos levar a pecar ou levar outros a pecar (muitas vezes contra quem falou!). É por isso que a Bíblia nos aconselha a pensar antes de falar, para evitar muita confusão (Provérbios 21:23).
Xingamento é insultar outra pessoa, é humilhar para ferir. Em muitos casos vem com palavrões. Você já parou para pensar no significado dos palavrões? Quando alguém lança um palavrão contra outra pessoa, está dizendo que deseja que isso aconteça ou que vê essa pessoa assim. Da mesma forma, se a pessoa xinga outra, chamando de prostituta, está dizendo para o mundo que essa pessoa é prostituta, lançando dúvidas contra seu caráter. Além de ferir a pessoa, pode destruir sua reputação.

A Bíblia diz que o cristão deve deixar de lado as calúnias e as palavras torpes, porque não são boas. “A sua boca fala do que está cheio o coração” (Lucas 6:45). Por isso precisamos encher nossas mentes de coisas boas e agradáveis a Deus, que serão refletidas no nosso falar. E quando nos iramos com alguém, devemos refrear a língua em vez de xingar. Se não tenho nada de bom para dizer, é melhor ficar calado.
“Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.” - Efésios 4:29-32

Quem eram os fariseus e saduceus?

Quem eram os fariseus e saduceus?


Os fariseus e saduceus eram dois partidos religiosos que interpretavam a Lei de Deus de forma diferente. Os fariseus eram judeus zelosos, com muitas regras, e os saduceus eram sacerdotes que tentavam incorporar ideias gregas no judaísmo. Jesus reprovou das práticas tanto dos fariseus como dos saduceus. Os fariseus e saduceus surgiram nos anos entre o retorno do exílio na Babilônia e a vida de Jesus.

Os fariseus

Os fariseus eram um grupo de judeus muito religiosos, que se dedicavam a obedecer a toda a Lei de Deus e a interpretar corretamente as Escrituras (o que chamamos hoje de Velho Testamento). Eles também seguiam muitas tradições orais. Os fariseus acreditavam que para agradar a Deus cada pessoa tinha de obedecer fielmente a todas as regras das Escrituras e da tradição.
Os fariseus eram bem vistos pelo povo judeu por seu zelo em obedecer a Deus e porque não comprometiam seus valores para agradar outros. Os fariseus formaram as sinagogas, que foram o modelo para as igrejas atuais, para ensinar a Palavra de Deus ao povo. Eles acreditavam na ressurreição e aguardavam a vinda de um Salvador de Israel.
Jesus condenou os fariseus por sua hipocrisia (Mateus 23:27-28). Eles faziam muitas coisas só para manter as aparências e davam mais atenção à tradição oral que à Palavra de Deus. Muitos caíram no legalismo: obedecer a todas as regras se tornou mais importante que um coração sincero e arrependido. Jesus também condenou seu desprezo e sua falta de compaixão por todos que não conseguiam seguir seu alto padrão de vida.

Os saduceus

Os saduceus eram uma elite religiosa de sacerdotes. Eles controlavam tudo que acontecia no Templo e tinham grande influência política. O poder dos saduceus vinha de sua preocupação em manter boas relações com os invasores romanos.
Para os saduceus, só os primeiros cinco livros do Velho Testamento (conhecidos como a Torá ou o Pentateuco) tinham autoridade divina. Eles não focavam tanto em todas as regras dos fariseus e acreditavam que podiam incorporar ideais gregos no judaísmo. Os saduceus não se davam bem com os fariseus.
Jesus condenou os saduceus porque não acreditavam na ressurreição. Eles também ignoravam o mundo espiritual e muitas vezes se preocupavam mais com o poder político que com a obediência a Deus (Atos dos Apóstolos 23:8). Quando o Templo foi destruído os saduceus deixaram de existir.

O que aprendemos com os fariseus e saduceus?

Podemos aprender com os fariseus e saduceus evitando seus erros. Os dois grupos caíram em extremos. Os saduceus reduziram sua religião ao minimalismo, uma fachada religiosa para obter poder político. Os fariseus exageraram nas regras, se esquecendo do que é mais importante. Os dois grupos se afastaram de Deus e tinham prioridades erradas. Eles também não tinham a humildade para aceitar que podiam estar errados. Quando Jesus os repreendeu, em vez de se arrependerem os dois grupos se uniram para o matar! (Mateus 21:45-46)